Script = https://s1.trrsf.com/update-1781903735/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Publicidade

'Pix Pensão Alimentícia': o que prevê projeto que deve ser votado hoje em comissão do Senado

Texto institui a transferência automática de pensão alimentícia da conta do pagador para a conta do filho ou do responsável legal, de forma semelhante a um débito automático

10 jun 2026 - 10h41
Compartilhar
Exibir comentários

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado deve votar nesta quarta-feira, 10, o projeto de lei que institui a transferência automática de pensão alimentícia, apelidado de "Pix Pensão Alimentícia".

A ideia foi levada ao gabinete da deputada Tabata Amaral (PSB-SP) pela economista Luiza Rodrigues. Aprovada na CCJ da Câmara dos Deputados em setembro do ano passado, a proposta foi remetida ao Senado para análise em outubro do mesmo ano.

Atualmente, a pensão alimentícia é debitada automaticamente do salário do pagador que tem emprego formal. No entanto, quando o pagador é autônomo, microempreendedor individual e empresário, o beneficiário precisa acionar a Justiça a cada atraso, o que pode tornar o processo mais longo e burocrático.

A CCJ do Senado deve votar nesta quarta-feira, 10, o projeto de lei que institui o “Pix Pensão Alimentícia”.
A CCJ do Senado deve votar nesta quarta-feira, 10, o projeto de lei que institui o “Pix Pensão Alimentícia”.
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

O texto aprovado na Câmara prevê que o juiz possa autorizar a transferência automática do valor da pensão alimentícia da conta do devedor para a conta do filho ou do responsável legal, de forma semelhante a um débito automático. A medida deve reduzir atrasos e trazer mais agilidade ao processo.

Ao elaborar o projeto, Luiza incluiu a utilização do Sistema de Busca de Ativos do Poder Judiciário (Sisbajud), ferramenta eletrônica que conecta o Judiciário ao Banco Central (BC) e às instituições financeiras.

A principal finalidade do Sisbajud é permitir que juízes localizem valores em contas correntes, poupanças e aplicações em ativos financeiros e determinem bloqueios para pagamento de dívidas judiciais. No caso do "Pix Pensão Alimentícia", o sistema seria usado para localizar valores nas contas e aplicações de pais e mães que atrasem o pagamento da pensão aos filhos.

"Muitíssimos juízes ordenam a 'teimosinha', que é uma ordem judicial diária até achar o valor na conta, porque na imensa maioria das vezes o devedor rapa a conta antes da penhora", explica a economista. Neste caso, de acordo com ela, a "teimosinha" vai varrer a conta dos devedores até achar o valor para pagamento de pensão.

Caso não haja valores suficientes para a transferência automática na conta do pagador, também poderá haver penhora de outros bens, como automóveis e imóveis. O projeto prevê ainda a penhora de valores depositados em conta de empresário individual, limitada ao montante das prestações alimentícias em atraso.

"Na prática, se o executado não tiver dinheiro na conta, vai haver penhora recorrente sem necessidade de nova petição. Isso vai revolucionar a pensão alimentícia usando uma tecnologia bancária e um sistema já consolidado", disse a economista ao Estadão/Broadcast, ressaltando que nenhum país do mundo tem um sistema como esse.

"Será o uso mais legal do Sistema Financeiro Nacional. Tecnologia a favor da criança mais vulnerável, aquela que o genitor abandonou", afirmou Luiza.

A CCJ também aprovou nesta quarta-feira, em votação simbólica, a proposta de emenda à Constituição (PEC) que cria um regime jurídico próprio e concede autonomia orçamentária e financeira ao BC.

Atualmente, o BC é uma autarquia de natureza especial, sem vinculação ou subordinação hierárquica a qualquer ministério ou órgão do governo federal. O projeto pretende transformá-lo em entidade pública de natureza especial, integrante do setor público financeiro e dotada de poder de polícia, incluindo atividades de regulação, supervisão e resolução.

Após ser aprovada na CCJ, a PEC ainda precisa passar por dois turnos de votação do plenário do Senado e, depois, seguir para análise da Câmara.

Estadão
Compartilhar
TAGS

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra