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Petróleo fecha sem sinal único com sanções dos EUA ao Irã no radar

5 nov 2018
18h11
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O petróleo fechou sem sinal único nesta segunda-feira, 5, enquanto investidores digerem as sanções impostas pelos Estados Unidos ao Irã, que entraram em vigor hoje. De um lado, o governo americano concedeu isenção das sanções a oito países mas, de outro, a administração de Donald Trump reforçou sua intenção de reduzir as exportações do país persa a zero.

O petróleo WTI para dezembro fechou em queda de 0,06%, a US$ 63,10 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), enquanto o Brent para janeiro avançou 0,46%, a 73,17 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE).

Analistas do Commerzbank relembram, em nota, que o motivo para o quadro nas exportações do Irã não afetar o mercado como se esperava é o aumento na oferta da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), sobretudo a Arábia Saudita. Na última semana, uma pesquisa da Bloomberg mostrou que a produção de petróleo do cartel subiu em outubro ao maior nível desde 2016.

Da mesma forma, o governo americano decidiu isentar oito países das sanções inicialmente - China, Índia, Itália, Japão, Coreia do Sul, Grécia, Turquia e Taiwan -, mas reforçou sua intenção de reduzir as exportações do país a zero. Segundo o presidente americano, a medida se trata de uma forma de "gradualmente" acabar com os envios de petróleo do país persa. "Se reduzirmos as exportações imediatamente a zero, os preços aumentariam", afirmou Trump mais cedo, a repórteres.

Além disso, o assessor presidencial para Assuntos de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton, afirmou que mais sanções ao Irã "estão vindo". Ele afirmou que a política de Trump em relação ao país persa é de "máxima pressão" e que o Washington tem trabalhado com outros países para ter fontes alternativas de oferta. "Acho que podemos chegar a um ponto em que ninguém precise comprar petróleo do Irã", defendeu.

Estadão
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