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Petróleo fecha em alta, atenuando temor com Delta e à espera de maior demanda

30 jul 2021 17h21
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Os contratos futuros do petróleo fecharam em alta, nesta sexta-feira, 30. Após começarem o dia em território negativo, eles reverteram o movimento e passaram a subir, apesar do avanço do dólar ante rivais. Na visão de analistas, o mercado do óleo diminuiu a preocupação em relação à variante delta do coronavírus, com expectativas de que a demanda aumente no segundo semestre deste ano.

O petróleo WTI com entrega prevista para setembro fechou em alta diária de 0,45% (+US$ 0,33) e semanal de 2,60%, a US$ 73,95 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex). Já na Intercontinental Exchange (ICE), o Brent para outubro encerrou o dia com alta de 0,41% (+US$ 0,31), a US$ 75,41 o barril. No contrato mais líquido deste, o avanço foi de 1,77% na semana.

Neste pregão, o apetite por risco tem diminuído nos mercados. A maior busca por segurança fortaleceu, inclusive, a alta do dólar ante moedas rivais, o que tende a encarecer o preço da commodity para detentores de outras moedas. Ainda assim, o petróleo avançou nesta sessão.

Na análise do Commerzbank, o mercado do óleo não parece mais estar preocupado com a cepa delta no mesmo grau de alarme da semana anterior. "Aparentemente, há confiança de que as campanhas de vacinação em andamento nos países industrializados impedirão qualquer reintrodução de restrições generalizadas de mobilidade", diz o analista Carsten Fritsch.

Além disso, os estoques do petróleo nos Estados Unidos atingiram o nível mais baixo desde janeiro de 2020, no período pré-pandemia, relembra Fritsch. Hoje, a companhia Baker Hughes, que presta serviços no setor, informou que o número de poços em atividade nos EUA diminuiu 2 na semana, a 385.

"Mais previsões ainda estão indicando um crescimento robusto na demanda pelo óleo no segundo semestre deste ano", diz o analista. Hoje, o premiê russo, Alexander Novak, também demonstrou otimismo em relação à commodity, afirmando que a demanda já tem aumentado pelo mundo.

A partir de segunda-feira, os investidores devem monitorar os impactos do aumento de oferta pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+), que passará a incluir mais 400 mil barris da commodity por dia no mercado. Apesar da expectativa de alta demanda, o Commerzbank afirma que a iniciativa da Opep+ deve garantir que não haja preocupação com a oferta restrita no mercado de petróleo.

Estadão
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