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Petrobras deve reiniciar produção de fertilizantes no Nordeste até janeiro, diz diretor

4 dez 2025 - 17h21
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A Petrobras está se preparando para reiniciar a produção de fertilizantes nas fábricas do Nordeste, o que deve acontecer até janeiro, afirmou nesta quinta-feira o diretor-executivo de Processos Industriais e Produtos da estatal, William França, à Reuters.

Agricultor espalha fertilizantes em Brasília. REUTERS/Adriano Machado/File Photo
Agricultor espalha fertilizantes em Brasília. REUTERS/Adriano Machado/File Photo
Foto: Reuters

Em outubro, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, havia dito que a companhia reiniciaria a operação no início de 2026, mas não deu um prazo mais específico.

A Petrobras voltou a investir em fertilizantes após uma demanda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que busca deixar o setor agrícola menos dependente de importações do insumo.

A Fafen Sergipe tem capacidade instalada para 1,8 mil toneladas de ureia por dia, enquanto a Fafen Bahia pode produzir 1,3 mil toneladas/dia.

As Fafens chegaram a ser arrendadas pela Unigel, mas voltaram ao controle da Petrobras neste ano, após ficarem hibernadas desde 2023 por dificuldades financeiras.

Uma outra unidade parada desde o governo anterior, a Ansa, no Paraná, deve ter a partida iniciada em março de 2026, de acordo com o executivo. A fábrica paranaense tem capacidade de 1,9 mil toneladas diárias.

O plano inicial da Petrobras é atender em 2026 cerca de 20% do mercado brasileiro de fertilizante nitrogenado, produto que o Brasil importa em grande escala.

Mas, segundo o diretor, os planos da companhia vão além.

Até o fim da década, o país deve produzir cerca de 40% da demanda interna de ureia, hoje quase totalmente importada.

A Petrobras também prevê iniciar em 2029 a produção de fertilizantes em Três Lagoas (MS), fábrica cuja construção foi paralisada por anos, ampliando a capacidade nacional e reduzindo importações.

"O Brasil consome cerca de 8 milhões de toneladas de ureia por ano. Vamos chegar a menos de 4 milhões de toneladas importadas com Três Lagoas operando, com as Fafens e Ansa. Vamos atender 40% ou mais do mercado", disse França.

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