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Pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA caem em meio a demissões baixas

28 ago 2025 - 09h43
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O número de norte-americanos que entraram com novos pedidos de auxílio-desemprego caiu na semana passada, mas a fraqueza das contratações pode elevar a taxa de desemprego para 4,3% em agosto.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego diminuíram em 5.000, para 229.000 em dado com ajuste sazonal, na semana encerrada em 23 de agosto, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira. Economistas consultados pela Reuters previam 230.000 pedidos para a última semana.

O mercado de trabalho está preso em um modo de não contratar e não demitir em meio à política comercial protecionista do presidente Donald Trump, que elevou a taxa média de importação do país para o valor mais alto em um século.

Os ganhos de emprego foram, em média, de 35.000 por mês nos últimos três meses, em comparação com 123.000 durante o mesmo período em 2024, informou o governo no início de agosto.

A demanda doméstica também desacelerou consideravelmente, atribuída em parte às tarifas. Na semana passada, o chair do Federal Reserve, Jerome Powell, sinalizou um possível corte na taxa de juros na reunião do banco central dos EUA de 16 e 17 de setembro, em um aceno para os riscos crescentes do mercado de trabalho, mas também acrescentou que a inflação continua sendo uma ameaça.

O Fed tem mantido sua taxa de juros de referência na faixa de 4,25% a 4,50% desde dezembro.

O número de pessoas que recebem benefícios após uma semana inicial de ajuda, um indicador de contratação, caiu em 7.000, para 1,954 milhão em dado com ajuste sazonal, durante a semana encerrada em 16 de agosto, segundo o relatório. Os chamados dados de pedidos contínuos cobriram a semana durante a qual o governo pesquisou as famílias para obter a taxa de desemprego de agosto.

O encolhimento do mercado de trabalho devido à repressão à imigração do governo Trump está atenuando o impacto da fraqueza das contratações sobre a taxa de desemprego.

Economistas disseram que a redução da oferta de mão de obra sugere que a economia precisa criar menos de 90.000 empregos por mês para acompanhar o crescimento da população ativa. Muitos esperam que a taxa de desemprego suba para 4,3% em agosto, de 4,2% em julho.

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