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Pacote antitarifaço: 'Quanto mais rápido aprovar as medidas, melhor', diz Alckmin

Vice-presidente se reuniu nesta quarta-feira, 20, com o presidente da Câmara, Hugo Motta, que disse que irá conversar com Alcolumbre

20 ago 2025 - 16h44
(atualizado às 18h01)
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BRASÍLIA - O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, indicou nesta quarta-feira, 20, que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse "claramente" que dará prioridade às medidas do Plano Brasil Soberano - pacote anunciado pelo governo Lula para diminuir o impacto do tarifaço do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Ainda de acordo com o vice-presidente, Motta também destacou que vai conversar com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sobre as medidas.

Segundo Alckmin, Motta destacou que vai conversar com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sobre as medidas.
Segundo Alckmin, Motta destacou que vai conversar com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sobre as medidas.
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

Segundo Alckmin, quanto mais rápido o Congresso aprovar a Medida Provisória (MP) e o projeto de lei complementar que o governo encaminhou na esteira do tarifaço, melhor - considerando especialmente que o PLP que só entrará em vigor após passar no Legislativo. Ainda de acordo com o vice-presidente, Motta também sinalizou que dará prioridade a matérias em trâmite na Casa que tratam do comércio exterior.

As ponderações foram feitas por Alckmin após uma reunião com o presidente da Câmara sore a agenda legislativa de interesse do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, na área de comércio exterior.

De acordo com a pasta, o pacote reúne 18 propostas - duas relacionadas à resposta ao tarifaço, 11 acordos internacionais e cinco projetos ligados a isenções, crédito, garantias e facilitação.

Aço e alumínio

Alckmin destacou que o Departamento de Comércio dos Estados Unidos estabeleceu que produtos que tenham aço ou alumínio passarão a seguir as regras da Seção 232 do Ato de Expansão Comercial, que permite tarifas específicas de produtos para promover a segurança nacional. Alckmin frisou que a mudança melhora a competitividade do País na área industrial.

"Se eu vendo uma máquina que tem aço, essa parte do aço, nós ficamos igual para o mundo inteiro, porque entra na sessão 232. Um instrumento domiciliar, garfo, faca, alumínio, tudo que tiver alumínio, nós entramos na 232", indicou. A mudança vale para máquinas, equipamentos, motocicletas, "tudo o que tem aço ou alumínio".

"Nós fizemos a compra de 2,6 bilhões de dólares de inserção de aço e alumínio nas exportações brasileiras, que somam 40 bilhões de dólares. Ou seja, 6,4% das exportações saem dos 50% [em tarifas] e vão para a sessão 232. O que torna igual a nossa competitividade com o restante do mundo", completou.

'Efeito limitado'

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), José Velloso, diz que a medida é positiva, mas terá um efeito limitado sobre as exportações não só do Brasil, mas do resto do mundo. Segundo Velloso, os produtos da Seção 232 também são produzidos pelos americanos, e são os produtores locais (dos EUA) que vão ocupar o mercado.

"Todos os produtos intensivos em aço que entraram na 232 ficaram em pé de igualdade com o resto do mundo, mas continuam perdendo competitividade para os produtos finais americanos. Por ora, não enxergo ganho para as exportações brasileiras de máquinas, por conta dessa mudança, afirmou Velloso./Colaborou Alvaro Gribel

Estadão
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