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Um dos tigres asiáticos, Cingapura supera Brasil em números

22 abr 2013 - 07h01
(atualizado às 07h01)
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Não são poucos os indicadores que apontam o bom desempenho socioeconômico de Cingapura: o país é o sexto melhor para se nascer em 2013, segundo a consultoria britânica Economist Intelligence Unit (EIU). Além disso, o tigre asiático tem o segundo porto mais movimentado do mundo, pelos dados do World Shipping Council; e possui o terceiro maior Produto Interno Bruto (PIB) mundial em paridade de poder de compra per capita, de acordo com o Fundo Monetário Internacional - PIB esse que cresceu em média 6% nos últimos cinco anos.

A expectativa é de que o PIB cresça em torno de 3% neste ano
A expectativa é de que o PIB cresça em torno de 3% neste ano
Foto: Getty Images

E não para por aí. Cingapura é o quinto colocado no ranking de educação elaborado pela Pearson e o EIU (o Brasil aparece em 39º na listagem de 40 países); apresenta o 18º maior IDH de 2012, com oito posições conquistadas em relação a 2011; e o Índice de Centros Financeiros Globais, do grupo Z/Yen, aponta o país como o quarto principal centro financeiro do mundo - e o que tem o maior potencial para crescimento futuro. Por todos esses motivos, o professor de Economia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e editor da revista Análise Econômica Ricardo Dathein não hesita em afirmar. “O desafio de Cingapura, hoje, é se manter no auge”.

Com a economia baseada na indústria de alta tecnologia, o país enfrenta concorrência de mercados como China e Vietnã. Por isso, precisa estar sempre se renovando. “Nos anos 1990, Cingapura era um grande produtor de drivers de computador; hoje, tem investido na alta tecnologia para a área médica. Como trabalha com novos produtos, é uma indústria que precisa estar sempre atrás de inovações”, relata Dathein. 

Para atrair essas empresas ao país, o governo concedeu incentivos fiscais. A esse fator se somaram mão de obra qualificada e boa qualidade na malha de transporte, facilitando a logística. O porto de Cingapura, além de ser o segundo mais movimentado do mundo, tem uma das melhores infraestruturas, tornando o envio de mercadorias para o exterior ágil e rápido.

Com poucos moradores, já que Cingapura é uma cidade-estado e conta com 5,3 milhões de habitantes, segundo números de 2012 do Departamento de Estatísticas do governo local, a economia é pequena, e o consumo interno é desprezível, o que faz das exportações protagonista nas contas locais. Com a crise, o consumo externo diminuiu e, como consequência, o PIB em 2009 decresceu 1%. A solução para o caso, de acordo com Dathein, foi focar nos produtos que mantiveram uma alta procura mesmo durante a recessão. “A demanda por novos modelos tecnológicos está sempre ativa. Por isso, o recuo econômico devido à crise é momentâneo”, comenta. Os números comprovam: o PIB no ano seguinte, em 2010, cresceu 15%, conforme o Banco Mundial.

A pequenez geográfica torna injusta uma comparação em números brutos com economias gigantes, como Brasil e China. Mas o professor da UFRGS ressalta que, assim como o PIB per capita de Cingapura é muito superior ao brasileiro, o nível de produtividade médio do país asiático é altíssimo, se equiparado ao de países desenvolvidos. Com o bom desempenho comprovado por números, resta a Cingapura o desafio de se manter no alto. E a expectativa é que o PIB cresça em torno de 3% em 2013, mostrando que tão cedo a cidade-estado não sairá do topo dos pódios socioeconômicos.

Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra
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