O que o caso Master ensina aos empreendedores? Camila Farani, colunista do 'Estadão', responde
Empreendedora, que escreve há mais de quatro anos para o 'Estadão', estreia sua coluna em vídeo nesta quarta-feira, 28
Empreendedorismo é um assunto que pode passar por todos os campos da economia: finanças, área pública e investimentos são alguns exemplos. E o cenário efervescente do setor no Brasil tem muito a ensinar para as empresas do País.
É o que pensa Camila Farani, colunista Estadão que passa a ter uma coluna também em vídeo. A empreendedora - que já escreve para o jornal há mais de quatro anos - inaugura uma nova fase com análises em vídeo todas as quartas-feiras, às 5h30, sempre abordando assuntos de inovação, empreendedorismo e tecnologia, além de continuar publicando suas colunas em texto quinzenalmente no jornal.
Presidente da G2 Capital, uma boutique de investimento em startups, e investidora na versão brasileira do reality de empreendedorismo Shark Tank, Camila é advogada com pós-graduação em Marketing e especializações em growth, tecnologia e startups por Stanford, MIT e Babson College.
Em entrevista ao Estadão, Camila contou sobre os temas que vai abordar em sua nova coluna, a nova fase multimídia e suas experiências em empreendedorismo. Sua coluna de estreia na tela, nesta quarta-feira, 28, vai analisar o que os investidores podem aprender com o caso do Banco Master.
Veja os principais trechos da entrevista:
O que os leitores podem esperar dessa nova fase em vídeo?
Eu vejo que quando você quando você vai para o vídeo, ouvir e ver a pessoa falando tem um plus, agrega. Então todas as vezes, nas redes sociais, no próprio LinkedIn ou nos meus sites, quando tem um vídeo, é quase como se tivesse uma credibilidade chancelada. O bacana é que a gente vai conciliar as colunas no impresso e no digital, e parte dessas colunas vão estar linkadas ao vídeo, então eu acho que é um bom complemento.
Você sempre falou muito de empreendedorismo e empreendedorismo feminino, principalmente, do ponto de vista da tecnologia. Como vai ser a sua abordagem de temas nessa nova fase?
Eu vou falar mais sobre tecnologia, fusões e aquisições, principalmente da economia real, linkando com o cenário macro e micro. Eventualmente, vamos abordar assuntos que não necessariamente trazem só números ou cenários, vou tentar falar um pouco sobre geopolítica, porque hoje não tem como deixar de falar (sobre o assunto), até por conta das estratégias de negócio. E o empreendedorismo feminino é o meu (assunto) queridinho, também não vou deixar de falar.
Sua coluna da semana de estreia traz um assunto latente no mundo da economia que é o caso Master. O que esse caso mostra para o empreendedor?
Acho que o primeiro de tudo é você sempre defender o caixa. Tem uma máxima que diz "cash is king" (dinheiro é rei) e, óbvio, você transporta sobre os negócios. Ter não só o teu potencial de geração de caixa mas, ao mesmo tempo, ter provisionamento e reservas é sempre muito importante. Você tem grandes empresas brasileiras, por exemplo, que tiveram grandes captações, seja no mercado norte-americano ou europeu, de US$ 500 milhões, e essas empresas ainda mantêm esse dinheiro no caixa porque elas entenderam que trabalhar em cima (do aporte) gera, cada vez mais, uma cultura onde o time precisa buscar o resultado.
Uma outra coisa: faça alianças, mas alianças que tenham respeito ético por você e seu cliente. Quando você contrai dívidas pessoais ou no teu negócio que são acima da sua capacidade, seja por alianças ou porque você começa a desenvolver um poder atrelado a um superego, você passa a ter custos muito mais altos. Se você tem caixa, tudo bem, mas se você não tem, vai entrar numa bola de neve.