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O que é uma fintech? Saiba mais sobre as empresas que terão de seguir as mesmas regras dos bancos

Receita Federal divulgou instrução normativa que visa evitar o uso de fintechs para lavagem de dinheiro do crime organizado

29 ago 2025 - 11h01
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A Receita Federal publicou no Diário Oficial desta sexta-feira, 29, a instrução normativa que obriga as fintechs a seguirem as mesmas regras dos bancos para a comunicação de movimentações financeiras suspeitas.

O termo fintech vem da junção de financial (financeiro) e technology (tecnologia) e se refere a empresas que usam tecnologia para trazer inovações ao setor financeiro. Elas podem atuar em serviços de crédito, pagamento, gestão financeira, empréstimo e investimento, por exemplo.

Receita Federal publicou nova norma para evitar que fintechs sejam usadas para lavagem de dinheiro.
Receita Federal publicou nova norma para evitar que fintechs sejam usadas para lavagem de dinheiro.
Foto: Werther Santana/Estadão / Estadão
Tipos de fintechs

Existem três tipos de fintechs reguladas pelo Banco Central (BC) no Brasil:

  • Instituições de Pagamento (IP), que trabalham com cartões de débito, crédito e maquininhas;
  • Sociedades de Crédito Direto (SCDs), que fazem empréstimos e financiamentos online;
  • Sociedades de Empréstimo entre Pessoas (SEPs), que facilitam empréstimos entre pessoas.

As SCDs e as SEPs são fintechs de crédito e dependem de autorização do BC para atuar no País. Outras fintechs foram regulamentadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em 2018.

Segundo o BC, os recursos investidos nas SCDs e SEPs não têm suporte do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que assegura o reembolso de valores em caso de falência de instituições financeiras ou intervenção de um banco, com um limite de até R$ 250 mil por investidor.

Qual a diferença entre fintech e banco?

Na prática, a maior diferença entre bancos e fintechs está na configuração jurídica. Os bancos precisam seguir normas rígidas estabelecidas pelo BC, o que não acontece com a maioria das fintechs.

Outra diferença está no espaço da prestação de serviço: enquanto as empresas de tecnologia oferecem serviços 100% digitais, as instituições financeiras tradicionais podem contar com agências físicas.

Os bancos também têm estruturas - e custos - maiores, o que permite que ofereçam uma gama de serviços mais completa do que as fintechs, que costumam focar em nichos.

O que muda com a instrução normativa da Receita Federal?

A instrução normativa da Receita Federal foi publicada no dia seguinte as operações Carbono Oculto, Quasar e Tank, que, segundo o órgão, comprovaram que as fintechs têm sido utilizadas para lavagem de dinheiro do crime organizado, porque "há um vácuo regulamentar, já que elas não têm as mesmas obrigações de transparência e de fornecimento de informações a que se submetem todas as instituições financeiras do Brasil há mais de 20 anos".

A nova regulamentação tem como objetivo o "combate aos crimes contra a ordem tributária, inclusive aqueles relacionados ao crime organizado, em especial a lavagem ou ocultação de dinheiro e fraudes".

A partir de hoje, as fintechs são obrigadas a seguir as mesmas normas que os bancos tradicionais em relação à apresentação da e-Financeira, conjunto de arquivos digitais referentes as operações financeiras de pessoas físicas e jurídicas, que auxilia na fiscalização da Receita Federal.

Estadão
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