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Novas tarifas dos EUA entram em vigor com taxa mais baixa de 10%

A medida aumentou a confusão em torno da política comercial dos ‌EUA, sem explicação sobre o motivo pelo qual a taxa ‌mais baixa foi usada

24 fev 2026 - 07h15
(atualizado às 08h07)
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Resumo
Os Estados Unidos impuseram uma tarifa adicional ‌de 10% a partir desta terça-feira sobre todos os produtos não cobertos por isenções, segundo um aviso emitido pela Alfândega ​e Proteção de Fronteiras (CBP, na sigla em ​inglês), a taxa inicialmente anunciada pelo presidente Donald Trump na sexta-feira, em vez dos 15% que ⁠ele prometeu um dia depois.
Notas de dólar
10/03/2023
REUTERS/Dado Ruvic/
Notas de dólar 10/03/2023 REUTERS/Dado Ruvic/
Foto: Reuters

Os Estados Unidos impuseram uma tarifa adicional ‌de 10% a partir desta terça-feira sobre todos os produtos não cobertos por isenções, segundo um aviso emitido pela Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP, na sigla em inglês), a taxa inicialmente anunciada pelo presidente Donald Trump na sexta-feira, em vez dos 15% que ⁠ele prometeu um dia depois.

Em reação à decisão da Suprema ‌Corte que derrubou suas tarifas, justificadas por motivos de emergência, Trump anunciou inicialmente uma nova taxa global temporária de 10%. Ele ‌disse no sábado que a aumentaria ‌para 15%.

Em um aviso descrito como destinado a "fornecer orientações ⁠sobre a Proclamação Presidencial de 20 de fevereiro de 2026", a CBP disse que, tirando os produtos especificados como sujeitos a isenções, as importações "estarão sujeitas a uma taxa ad valorem adicional de 10%".

A medida aumentou a confusão em torno da política comercial dos ‌EUA, sem nenhuma explicação sobre o motivo pelo qual a taxa ‌mais baixa foi ⁠usada. O Financial ⁠Times citou um funcionário da Casa Branca dizendo que o aumento para ⁠15% virá mais tarde. A ‌Reuters não pôde confirmar ‌isso imediatamente.

A cobrança das novas tarifas começou à meia-noite, enquanto a cobrança das tarifas anuladas pela Suprema Corte foi suspensa. Elas variavam de 10% a até 50%.

A lei da Seção ⁠122 permite que o presidente imponha as novas tarifas por até 150 dias a todos os países para lidar com déficits "grandes e graves" na balança de pagamentos e "problemas fundamentais de pagamentos internacionais".

A ordem tarifária de Trump ‌argumenta que existe um grave déficit na balança de pagamentos na forma de um déficit comercial anual de US$1,2 trilhão em ⁠bens dos EUA e um déficit em conta corrente de 4% do PIB, além de uma reversão do superávit de renda primária dos EUA.

Na segunda-feira, Trump advertiu os países contra o recuo dos acordos comerciais recentemente negociados com os EUA, dizendo que, se o fizerem, ele adotará tarifas muito mais altas sob diferentes leis comerciais.

O Japão disse nesta terça-feira que solicitou aos Estados Unidos que garantam que seu tratamento sob um novo regime tarifário seja tão favorável quanto no acordo existente. Tanto a União Europeia quanto o Reino Unido indicaram que desejam manter os acordos já firmados.

(Texto de Mark John)

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