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MPF pede à Justiça paralisação de trecho da Estrada de Ferro Carajás, da Vale

Ação judicial questiona operação irregular em área indígena e pede suspensão imediata da ferrovia no Pará

4 mar 2026 - 09h24
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O Ministério Público Federal (MPF) entrou na Justiça, na última sexta-feira, 27, com uma ação em que pede a decisão urgente contra a mineradora Vale e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para que seja imediatamente interrompido o que o funcionamento da segunda linha férrea da Estrada de Ferro Carajás (EFC), no trecho que corta a Terra Indígena (TI) Mãe Maria, no sudeste do Pará.

Fachada da sede da Vale no centro do Rio de Janeiro.
Fachada da sede da Vale no centro do Rio de Janeiro.
Foto: Fabio Motta/Estadão / Estadão

A Vale usa a EFC para escoar milhões de toneladas de minério produzido no Pará. Procurada, a Vale informou que ainda não foi intimada da ação e que "prestará os esclarecimentos necessários ao juízo competente".

Segundo as investigações do MPF, a Vale está operando na região a via duplicada sem a respectiva Licença de Operação (LO), expedida pelo Ibama, e sem ter realizado a Consulta Prévia, Livre e Informada (CPLI), direito garantido aos povos indígenas afetados. Além da paralisação, o MPF requer a condenação da mineradora ao pagamento de indenização por danos morais coletivos.

A TI Mãe Maria, localizada no município de Bom Jesus do Tocantins (PA), é habitada por cerca de 1,2 mil indígenas dos povos Gavião Parkatêjê, Kyikatêjê e Akrãtikatêjê. A linha férrea atravessa o território por uma extensão de aproximadamente 18 quilômetros, de acordo com o MPF.

Estadão
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