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Moody's mantém perspectiva negativa da China por incertezas sobre tarifas

Segundo agência, mesmo com esforços para diminuir as tensões comerciais entre EUA e China, a incerteza quanto aos fluxos comerciais globais permanece

26 mai 2025 - 09h46
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A Moody's reafirmou nesta segunda-feira, 26, o rating de longo prazo da China em A1, mantendo perspectiva negativa para a nota de crédito.

Em comunicado, a Moody's atribuiu a manutenção do rating à "grande e dinâmica economia da China e sua capacidade de inovação", ainda que a expectativa da agência de classificação de risco seja de que o crescimento potencial do gigante asiático diminua para uma faixa de 3,5% a 4% até 2030.

"As tendências recentes indicam uma melhora na qualidade do crescimento, reforçando a resiliência econômica", diz a Moody's.

A perspectiva negativa, por sua vez, se deve a riscos de que tensões comerciais entre a China e seus principais parceiros comerciais possam ter "um efeito negativo duradouro no perfil de crédito" chinês, segundo a agência.

"Mesmo com esforços recentes para diminuir as tensões comerciais entre EUA e China, a incerteza quanto às futuras restrições comerciais e aos fluxos comerciais globais permanece", ressalta a Moody's.

Recentemente, a Moody's rebaixou a nota de crédito soberana dos EUA, de 'Aaa' para 'Aa1'.

Boas perspectivas

Autoridades do Ministério das Finanças da China afirmaram que a reafirmação da classificação de crédito soberano do país pela Moody's reflete positivamente as boas perspectivas da economia chinesa, em rodada de perguntas e respostas para repórteres, nesta segunda-feira.

"Desde o quarto trimestre do ano passado, o governo chinês implementou um pacote de políticas de controle macroeconômico, os indicadores econômicos se recuperaram e melhoraram, as expectativas e a confiança do mercado se estabilizaram e a sustentabilidade da dívida a médio e longo prazo aumentou", argumentaram os representantes.

Segundo eles, apesar dos atuais desafios para o desenvolvimento econômico global e conflitos geopolíticos, a economia da China "teve um bom início", com a produção e a demanda do consumidor estáveis, e a estabilidade e a coordenação da operação econômica aumentando, o que "demonstra plena resiliência e vigorosa vitalidade".

"Não importa como o ambiente externo mude, a China fortalecerá sua confiança, manterá sua determinação e se concentrará em 'fazer suas próprias coisas'", acrescentaram./Com Isabella Pugliese Vellani

Estadão
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