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Monsanto é condenada a pagar US$ 289 milhões em indenização por dano de herbicida

Homem alega ter contraído câncer por ter sido exposto ao glifosato, substância que gerou controvérsia devido aos supostos efeitos prejudiciais à saúde e ao meio ambiente; empresa diz que irá recorrer

11 ago 2018
01h50
atualizado às 08h26
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LOS ANGELES, Estados Unidos - A Justiça da Califórnia condenou a Monsanto a pagar US$ 289 milhões em indenizações a um homem que afirma ter contraído câncer devido à exposição a um herbicida com glifosato produzido pela empresa. A decisão foi proferida nesta sexta-feira, 10.

Nos autos, Dewayne Johnson alega ter utilizado o herbicida Roundup durante os dois anos em que trabalhou como jardineiro de uma escola em São Francisco, na Califórnia. A vítima diz que o produto não alertou para os riscos cancerígenos derivados da longa exposição ao glifosato.

O caso foi encaminhado ao tribunal do júri, que determinou que a Monsanto não expôs alertas suficientes dos riscos do produtos. Os jurados determinaram ainda que a omissão da empresa foi "um fator substancial" para provocar a doença de Johnson. O homem tem 46 anos e, segundo médicos ouvidos pelo tribunal, só tem mais alguns meses de vida devido ao seu linfoma em estágio terminal.

A presença do glifosato em herbicidas tem gerado grande controvérsia devido aos seus supostos efeitos prejudiciais à saúde e ao meio ambiente. Segundo a imprensa local, esse é apenas o primeiro de centenas de processos judiciais que correm na Justiça contra a Monsanto por causa dos supostos danos cancerígenos da substância.

Em comunicado, um dos vice-presidentes da Monsanto, Scott Partridge, afirmou que a empresa irá recorrer da decisão na Corte de Apelações.

"Mostramos nossa empatia com Johnson e sua família. A decisão de hoje não muda o fato de que mais de 800 estudos, revisões e conclusões da Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA, na sigla em inglês), do Instituto Nacional dos EUA (NIH) e de autoridades reguladoras no mundo todo que afirmam que o glifosato não causa câncer", afirmou Partridge. //EFE

Estadão

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