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Moedas: índice DXY do dólar avança com declarações do Fed e antes do CPI dos EUA

10 mai 2022 18h15
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O índice DXY, que mede o dólar ante uma cesta de moedas fortes, subiu no dia, sem tanto impulso. Investidores avaliaram uma série de declarações do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), na véspera da publicação do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) de abril dos Estados Unidos. No fim da tarde desta terça-feira, 10, em Nova York, o dólar subia a 130,42 ienes, o euro recuava a US$ 1,0530 e a libra tinha baixa a US$ 1,2307. O índice DXY avançou 0,26%, a 103,920 pontos.

O DXY mostrava estabilidade no início do dia, marcado por várias declarações do Fed. O presidente da distrital de Nova York, John Williams, afirmou que o Fed se moverá rápido para levar as taxas de juros a patamares mais "normais", controlando a alta da inflação. Ele defendeu altas de 50 pontos-base em junho e julho. Tom Barkin (Richmond), por sua vez, ponderou que o aperto monetário para conter os preços mais elevados não necessariamente resultará em recessão.

Já Loretta Mester (Cleveland) disse que os juros podem ter de subir além do nível neutro, para ela em 2,5%, para combater a inflação. Mester afirmou também que não descarta altas de 75 pontos-base em alguma reunião futura. Para Christopher Waller, é possível elevar os juros sem prejudicar o emprego, diante da força da economia. Já Raphael Bostic (Atlanta) disse não descartar altas de 75 pontos-base, mas que este não é o cenário mais provável.

Em meio às declarações, o DXY ganhou força, mas sem tanto impulso. Investidores se preparavam também para a publicação do CPI dos EUA nesta quarta-feira, 11, com expectativa de alguma perda de fôlego na inflação, porém ainda em níveis elevados.

Entre outras moedas em foco, o Goldman Sachs destaca o caso da japonesa. O banco afirma em relatório que a forte perda recente do iene abre espaço para uma recuperação. O Goldman calcula que o iene esteja entre 20% e 25% "subvalorizado" em relação a o que seria um "valor justo" em relação ao dólar.

Estadão
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