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Ministério do Planejamento está entre Lara Resende, Simone Tebet e Reginaldo Lopes

Definição envolve uma série de variáveis políticas e pode frustrar as expectativas de uma equipe econômica plural

26 dez 2022 - 15h43
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BRASÍLIA - Alvo de disputa interna desde a vitória do presidente diplomado Luiz Inácio Lula da Silva, o comando do futuro Ministério do Planejamento e Orçamento está entre o economista André Lara Resende, a senadora Simone Tebet (MDB-MS) e o líder do PT na Câmara, Reginaldo Lopes (PT-MG). A definição envolve uma série de variáveis políticas e pode frustrar as expectativas de uma equipe econômica plural - isto é, para além do PT, como sinalizou Lula ao longo da campanha.

O Ministério do Planejamento informou que, 'apenas nos casos em que é constatada a invalidez por alienação mental do servidor', a intervenção é 'sugerida'
O Ministério do Planejamento informou que, 'apenas nos casos em que é constatada a invalidez por alienação mental do servidor', a intervenção é 'sugerida'
Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil / Estadão

Mesmo após a sinalização negativa do ex-BC Pérsio Arida, o futuro ministro da Fazenda, Fernando Haddad, manifestava nos bastidores o interesse de ter alguém "não petista" no Planejamento. Nesse desenho, o nome de Lara Resende ganhou força. O economista foi convidado para a pasta na semana passada, mas não aceitou. Desde então, Lula, Haddad e o vice-presidente eleito Geraldo Alckmin tentam fazê-lo mudar de ideia.

O senador eleito Renan Filho (MDB-AL) também foi convidado para o Planejamento e sinalizou positivamente à cadeira, mas acabou boicotado pelo próprio partido, que gostaria de uma pasta mais política. O parlamentar deverá assumir o Ministério dos Transportes.

A resistência dos setores de centro a assumirem o Planejamento se deve, como mostrou a reportagem, ao fatiamento do Ministério da Economia em quatro, que resultou em uma pasta relativamente esvaziada, e ao apetite do PT por cargos. O Planejamento cuidará do orçamento e de projetos de longo prazo, e o RH do Estado ficará nas mãos de Esther Dweck, que foi secretária de Orçamento de Dilma Rousseff (PT).

Estadão
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