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51% dos brasileiros acreditam que Previdência é sustentável

Pesquisa feita pela Ipsus com a Fenaprevi aponta que maioria dos brasileiros desconhece a existência de outras formas de proteção social

12 jun 2018
12h04
atualizado às 12h16
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O presidente da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi) e presidente da Zurich do Brasil, Edson Luis Franco, disse nesta terça-feira que a maioria dos brasileiros desconhece a existência de outras formas de proteção social e não supõe que haja outras alternativas à proteção que esperam ser dever do Estado.

Pesquisa feita pela Ipsus em parceria com a Fenaprevi mostra que os brasileiros ainda não compreenderam que a Previdência Social está em desequilíbrio e marcha para o colapso. Prova disso, diz o executivo, é que 51% ainda acredita que o sistema é sustentável. Apenas 28% entendem a insustentabilidade do sistema. Mas 51% pretendem se aposentar antes dos 65 anos. Outros 20% querem se aposentar antes dos 60 anos e somente 20% admitem se aposentar com 65 anos de idade ou mais.

"Temos que melhorar o nível de entendimento, redemocratizar o acesso dos indivíduos e das empresas aos instrumentos privados de proteção social", disse Franco durante a abertura do IX Fórum Nacional de Seguro de Vida e Previdência Privada.

Segundo pesquisa, maioria dos brasileiros desconhece a existência de outras formas de proteção social e não supõe que haja outras alternativas à proteção que esperam ser dever do Estado
Segundo pesquisa, maioria dos brasileiros desconhece a existência de outras formas de proteção social e não supõe que haja outras alternativas à proteção que esperam ser dever do Estado
Foto: Agência Brasil

No Brasil, afirmou Franco, ainda é alto o déficit de proteção de renda e o potencial alcance dos produtos privados que propiciam esta proteção. Hoje estes produtos, que constitui eficiente veículo para a universalização do que se convencionou chamar de seguros inclusivos direcionados ao público de mais baixa renda representam apenas 0,5% do PIB.

"Um exemplo disso é o seguro funeral e a importância da sua regulamentação para assegurar o acesso e a segurança a seus consumidores. Da mesma forma, os produtos de acumulação ainda estão longe de alcançar o seu potencial, especialmente pelo baixo nível de poupança doméstica do Brasil em comparação com outros países desenvolvidos e emergentes", disse.

Segundo o presidente da Fenaprevi, o Brasil é um país com cultura de poupança de longo prazo ainda em formação. Neste contexto, tais planos, tanto empresariais quanto individuais, são pontos querelantes de financiamento da dívida pública e de investimentos de longa maturação mediante à alocação de recursos e ações de títulos de crédito privados que estimulam o crescimento das empresas.

"Temos muito ainda a fazer em termos de incentivos à criação de planos empresariais, especialmente de planos para pequenas e médias empresas que hoje não têm estímulos para estabelecer planos previdenciários", afirmou o executivo.

Para ele, a correta tipificação tributária do seguro de vida universal é também importante medida para aumentar a abrangência de produtos com alternativas de fomento da poupança de longo prazo. Na avaliação do presidente da Fenaprevi, em relação aos indivíduos, há ainda um longo trabalho a ser feito em termos de educação securitária e da promoção de um debate intelectualmente honesto.

"Estudo realizado pela Zurich do Brasil em parceria com a Universidade de Oxford revelou que 75% dos entrevistados consideram dever do Estado o bem estar dos indivíduos embora todos saibam que esta tarefa é inviável. "É um porcentual próximo de pessoas, de 83%, sem condições de sobreviver financeiramente por mais de seis meses", informou.

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Estadão Conteúdo

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