Mercado de açúcar deve registrar pequeno déficit em 2026/27, diz corretora Czarnikow
O mercado global de açúcar apresentará um déficit modesto de 600.000 toneladas na safra de 2026/27, em grande parte devido à redução da produção na União Europeia, informou nesta quarta-feira a Czarnikow, corretora de açúcar e empresa de serviços de cadeia de suprimentos.
Uma onda de calor recorde na Europa, terceiro maior produtor mundial de açúcar, colocou em risco a safra de beterraba sacarina da região. As usinas também estão enfrentando dificuldades para atingir o ponto de equilíbrio, o que levou à redução do plantio de beterraba.
"Reduzimos nossa previsão de produção de açúcar da UE-27 para 2026/27 para 13,9 milhões de toneladas, depois que as estimativas preliminares da Comissão Europeia sobre a área plantada de beterraba apontaram para uma área menor", afirmou a Czarnikow.
A corretora afirmou que, dado o grande excedente em 2025/26, um pequeno déficit na próxima safra não gera escassez global, mas deixa menos margem para novas decepções com a safra em outros produtores importantes no decorrer da temporada.
E é mais provável que isso aconteça do que o contrário.
A agência meteorológica das Nações Unidas elevou, na semana passada, sua previsão para o fenômeno El Niño para "forte" e alertou que poderia revisá-la para "muito forte" nos próximos meses.
O fenômeno climático costuma trazer condições de seca e calor nos principais países produtores de açúcar, Índia e Tailândia, durante a fase de desenvolvimento da safra, bem como chuvas excessivas que podem atrasar e prejudicar a qualidade da colheita no Brasil, maior produtor mundial.
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