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Mercado brasileiro não comporta menos do que três companhias aéreas, diz CEO da Latam

Segundo Jerome Cadier, consolidação dos negócios de Gol e Azul não era 'racional' do ponto de vista mercadológico; companhias anunciaram na quinta-feira o fim das discussões sobre possível fusão

26 set 2025 - 16h16
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SÃO CARLOS - O fim das negociações sobre uma fusão entre Azul e Gol não pegou de surpresa o CEO da Latam Brasil, Jerome Cadier. Para o executivo, a combinação reduziria o número de aéreas no Brasil, enquanto a aviação do País tem espaço para mais operadores.

"O mercado brasileiro comporta três empresas ou até mais, mas não menos do que isso", avalia. "Então, do ponto de vista mercadológico, eu não via muito o racional para uma consolidação desse tamanho", acrescenta.

Em meio a preocupações de concentração de mercado, Cadier afirma que, caso as negociações avançassem, a operação dependeria do aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A avaliação do CEO é de que, se chegasse a esse ponto, o órgão tomaria uma decisão técnica.

Cadier afirmou que esperava uma decisão técnica do Cade caso fusão entre Gol e Azul avançasse
Cadier afirmou que esperava uma decisão técnica do Cade caso fusão entre Gol e Azul avançasse
Foto: Tiago Queiroz/Estadão / Estadão

"A gente confiava no processo, mas é curioso quanto tempo se discutiu a ideia de fusão sem que tivesse um passo concreto", avalia o executivo.

Gol e Azul assinaram o memorando de entendimento para uma possível combinação de negócios no início de 2025. No entanto, os rumores sobre a operação já vinham circulando desde o ano passado, principalmente após o início da parceria comercial (codeshare), anunciado em maio de 2024.

Sobre o que pode ter motivado o encerramento das negociações, Cadier diz que cabe às próprias empresas envolvidas. "Não me surpreendeu, mas eu tenho pouca ideia do que se passou, tanto no que estava por trás quando a ideia nasceu quanto quando ela morreu", finaliza.

Na quinta-feira, 25, o Grupo Abra, controlador da Gol, notificou à Azul sobre o encerramento das discussões sobre uma possível fusão entre as duas companhias. O "ponto final", que inclui também a rescisão do acordo de codeshare, é atribuído ao não avanço das conversas, assim como mudanças no cenário desde a assinatura do memorando de entendimento.

Estadão
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