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Maioria da população vive com até 2 salários mínimos, diz IBGE

Em 2022, mais de dois terços dos trabalhadores do país recebiam até R$ 2.424

9 out 2025 - 09h59
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Resumo
Em 2022, mais de dois terços dos trabalhadores brasileiros recebiam até dois salários mínimos, com disparidades regionais e raciais nos rendimentos médios mensais, segundo o IBGE.
Em 2022, o rendimento mensal domiciliar per capita da população brasileira foi de R$ 1.638
Em 2022, o rendimento mensal domiciliar per capita da população brasileira foi de R$ 1.638
Foto: Agência Brasil

A maioria da população brasileira vive com até 2 salários mínimos mensais, segundo dados do Censo 2022: Trabalho e Rendimento, divulgado nesta quinta-feira, 9, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Enquanto mais de dois terços (68,1%) dos trabalhadores do País recebiam até R$ 2,424, o equivalente a dois salários mínimos em 2022, apenas 7,6% deles recebiam mais de cinco salários mínimos.

Entre as pessoas de 14 anos ou mais de idade, ocupadas, verificou-se na distribuição pelos rendimentos de todos os trabalhos que a faixa com a maior concentração foi a de 1 a 2 salários mínimos (32,7%), seguida daquela que continha o salário mínimo (mais de ½ a 1 salário mínimo), com 24,2%, e de quem ganha mais de 2 a 3 salários mínimos, com 14,2%. (Confira tabela abaixo)

Distribuição percentual das pessoas de 14 anos ou mais de idade ocupadas, segundo as classes de rendimento
Distribuição percentual das pessoas de 14 anos ou mais de idade ocupadas, segundo as classes de rendimento
Foto: Divulgação/IBGE

No recorte municipal, a pesquisa aponta que dentre os 5.571 municípios brasileiros, 520 apresentaram o rendimento nominal médio mensal de todos os trabalhos das pessoas ocupadas com ganho abaixo de 1 salário mínimo (R$ 1.212) no período de referência da pesquisa.

De acordo com a pesquisa, os dez municípios com os menores rendimentos médios mensais de todos os trabalhos situavam-se na Região Nordeste, sendo que o menor valor foi encontrado em Cachoeira Grande/MA (R$ 759), seguido por Caraúbas do Piauí/PI (R$ 788) e Mulungu do Morro/BA (R$ 805).

Considerando o rendimento nominal médio mensal de todos os trabalhos, em 2022, as pessoas ocupadas nas Regiões Norte (R$ 2.238) e Nordeste (R$ 2.015) recebiam, respectivamente, 78,5% e 70,7% do correspondente à média nacional (R$ 2.851).

Por outro lado, a Região Centro-Oeste superou em 16,7% a média nacional e alcançou o maior rendimento nominal médio de todos os trabalhos, com R$ 3.292. Em seguida, as Regiões Sudeste (R$ 3.154) e Sul (R$ 3.190).

As três Unidades da Federação que tinham os menores rendimentos médios de trabalho estavam situadas na Região Nordeste: Maranhão (R$ 1.855), Piauí (R$ 1.905) e Bahia (R$ 1.944). Por outro lado, as Unidades da Federação que registraram os maiores rendimentos médios foram Distrito Federal (R$ 4.715), São Paulo (R$ 3.460) e Santa Catarina (R$ 3.391).

Rendimento domiciliar per capita

Em 2022, o rendimento mensal domiciliar per capita da população brasileira foi de R$ 1.638. O rendimento per capita é média mensal de renda de cada morador de um domicílio. Neste quesito, os valores mais elevados estavam nas Regiões Sul (R$ 2.058), Centro Oeste (R$ 1.953) e Sudeste (R$ 1.910) e os menores nas Regiões Nordeste (R$ 1.072) e Norte (R$ 1.075).

Valor do rendimento mensal domiciliar per capita médio dos moradores em domicílios particulares permanentes, segundo as Grandes Regiões – 2022
Valor do rendimento mensal domiciliar per capita médio dos moradores em domicílios particulares permanentes, segundo as Grandes Regiões – 2022
Foto: Divulgação/IBGE

Em relação às Unidades da Federação, Distrito Federal (R$ 2.999), Santa Catarina (R$ 2.220) e São Paulo (R$ 2.093) foram as três que registraram os valores do rendimento mensal domiciliar per capita mais elevados. Por outro lado, Maranhão (R$ 900), Amazonas (R$ 980) e Pará (R$ 994) apresentaram os menores valores.

Os 10 municípios com os menores rendimentos domiciliares mensais per capita médios estavam nas Regiões Norte e Nordeste, com destaque para Uiramutã/RR (R$ 289), seguido por Bagre/PA e Manari/PE, ambos com R$ 359, Belágua/MA (R$ 388), Cachoeira Grande/MA (R$ 389) e São Paulo de Olivença/AM (R$ 397).

Na desagregação dos dados por cor ou raça, os dados mostram também que os rendimentos mensais per capita das populações amarelas (R$ 3.520) e brancas (R$ 2.207) superam os das populações pretas (R$ 1.198), pardas (R$ 1.190) e indígenas (R$ 669).

Fonte: Portal Terra
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