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Macron afirma que acordo UE-Mercosul 'não pode ser assinado'

Presidente francês disse nesta quinta, 18, que não apoiará o texto sem outras salvaguardas para seus agricultores. França é a principal antagonista do tratado

18 dez 2025 - 08h33
(atualizado às 11h53)
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Macron diz que acordo Mercosul-UE ‘não pode ser assinado’:

O presidente francês, Emmanuel Macron, disse nesta quinta-feira, 18, que seu país não apoiará o acordo comercial entre a União Europeia (UE) e o Mercosul sem outras salvaguardas para seus agricultores.

"Quero dizer aos nossos agricultores, que manifestam claramente a posição francesa desde o início: consideramos que as contas não fecham e que este acordo não pode ser assinado", declarou Macron à imprensa antes de uma reunião de cúpula da UE.

A previsão era a de que o acordo fosse fechado no sábado, 20, em Foz do Iguaçu. Na quarta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou sobre o assunto e prometeu que, se o acordo não for assinado agora, "o Brasil não fará mais acordo" enquanto ele for presidente.

Emmanuel Macron
Emmanuel Macron
Foto: picture alliance / GettyImages

A França é a antagonista principal do texto que vem sendo costurado há mais de 20 anos. Mais recentemente, mudou de tática e, em vez de pedir pela obstrução do acordo, começou a defender o adiamento da votação pelos líderes da União Europeia.

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Para aprovar o tratado, é preciso ter o aval de 15 dos 27 países-membros e de membros que representem 65% da população. A postura do Palácio de Élysée se dá mesmo após o país ter conseguido esta semana do Parlamento Europeu salvaguardas que blindam a UE, principalmente em relação a produtos agrícolas.

Também na quarta, a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, reforçou o coro no Parlamento, dizendo que assinar o pacto agora sem garantias suficientes para agricultores seria prematuro. Segundo ela, seu governo só dará aval quando houver "adequadas garantias de reciprocidade para o setor agrícola italiano".

Se a Itália for contra o acordo, atinge-se a representatividade da população, já que a França detém 15,2%; Polônia, 8,1%; e Itália, 13,1% — um total de 36,4%. Se a votação sair de pauta, não há, portanto, assinatura. /Com informações da AFP

Estadão
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