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Núcleo da inflação do Japão desacelera para nível mais baixo em dois anos

20 fev 2026 - 07h57
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O núcleo da inflação anual ‌ao consumidor do Japão atingiu em janeiro o menor nível em dois anos, igualando a meta de 2% do banco central, segundo dados divulgados nesta sexta-feira, sugerindo um enfraquecimento da pressão dos preços que pode complicar a decisão sobre quando aumentar a taxa de juros.

Comida pronta em loja de Tóquio
11/02/2020 REUTERS/Ando Ritsuko/File Photo
Comida pronta em loja de Tóquio 11/02/2020 REUTERS/Ando Ritsuko/File Photo
Foto: Reuters

Um índice separado, ⁠considerado um indicador melhor da inflação subjacente, também desacelerou, mas permaneceu bem ‌acima da meta do Banco do Japão, sugerindo que os sólidos ganhos salariais manterão o banco central no caminho de aumentar os custos ‌de empréstimos, que ainda estão baixos.

Os dados ‌se somam aos recentes sinais contraditórios da economia, que cresceu muito ⁠pouco no último trimestre do ano passado mas viu as exportações dispararem e a confiança dos fabricantes melhorar neste ano.

"Com as pressões dos preços mostrando sinais de enfraquecimento, o Banco do Japão não terá pressa em retomar seu ciclo de aumento dos juros. No entanto, ainda acreditamos ‌que as condições estarão reunidas para que o Banco aumente os juros ‌até meados do ano", ⁠disse Abhijit Surya, ⁠economista sênior da Capital Economics para a região Ásia-Pacífico.

O aumento anual do núcleo do ⁠índice de preços ao consumidor básico, ‌que exclui os custos ‌voláteis dos alimentos frescos, ficou em linha com a expectativa do mercado e desacelerou em relação ao avanço de 2,4% em dezembro.

A queda deveu-se em grande parte ao efeito dos subsídios aos combustíveis, ⁠à abolição das sobretaxas sobre a gasolina e ao efeito de base do aumento dos preços dos alimentos no ano passado, segundo os dados.

O Banco do Japão afirmou que esses fatores pontuais provavelmente levarão o núcleo da inflação brevemente abaixo de ‌sua meta, mas enfatizou que está se concentrando mais em saber se o Japão alcançará aumentos de preços duradouros e impulsionados pelos salários ⁠de cerca de 2% ao decidir sobre novos aumentos nos juros.

Um índice que exclui os preços dos alimentos frescos e dos combustíveis, que é acompanhado de perto pelo banco central como um indicador mais preciso da inflação impulsionada pela demanda, permaneceu bem acima de sua meta, com um aumento de 2,6% em janeiro na base anual. Mas foi inferior à alta de 2,9% em dezembro.

A inflação geral desacelerou de 2,1% em dezembro para 1,5% em janeiro, ficando abaixo da meta de 2% do Banco do Japão pela primeira vez em quase quatro anos e aumentando os desafios de comunicação para o plano de aumento de juros do banco central.

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