Local de origem no produto valoriza especialidades regionais
Queijo mineiro, doces de Pelotas, café do cerrado mineiro: o Brasil está repleto de produtos que têm, em seu local de origem, a força de uma marca instituída. No mundo dos negócios, o reconhecimento da relação de um produto com sua região produtora é chamado de identificação geográfica. Isso quer dizer que, a partir da chancela de instituições nacionais e internacionais, é possível que os produtores obtenham selos que comprovem tanto a origem de seus produtos quanto suas qualidades específicas, o que pode se traduzir em ganhos de rentabilidade.
Identificação geográfica ganha terreno
Em primeiro lugar, Não se cria uma identificação geográfica. "Ela é instituída porque determinada região ficou conhecida em função de produzir um produto ou serviço", explica Hulda Giesbrecht, analista de Inovação do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae Nacional). Segundo ela, muitos produtos brasileiros têm vivido um processo parecido com aquele pelo qual passou o vinho espumante francês da região de Champagne. "O produto se confunde tanto com a região que já se refere a ele com o nome dela", diz.
A popularização da identificação geográfica é uma tendência que representa uma retomada de valores do passado. "É uma volta às origens, quando se sabia de onde um produto vinha, e que tinha sido produzido por alguém conhecido, o que envolvia todo um conjunto de informações que a pessoa deveria ter", comenta Clóvis Terra Machado dos Santos, engenheiro agrônomo, presidente da Associação dos Produtores de Arroz do Litoral Norte Gaúcho (Aproarror).
Boas oportunidades
Os grandes eventos esportivos, como Copa do Mundo e Olimpíadas, devem colocar muitos estrangeiros em contato com o Brasil. Isso traz uma ótima oportunidade para a divulgação de produtos com denominação de origem do País. "São mercadorias diferenciadas, especiais, muito valorizadas na Europa e nos Estados Unidos", diz.