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Leilão de transmissão de março é fatiado para aguardar homologação do TCU sobre relicitação de ativos

24 fev 2026 - 10h35
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A Agência ‌Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu nesta terça-feira fatiar o próximo leilão de transmissão de energia em duas datas, para aguardar uma deliberação final do Tribunal de Contas da União (TCU) relacionada a ativos que foram incluídos ⁠para relicitação no certame.

Pela decisão da Aneel, o ‌leilão de transmissão passará a ter duas sessões públicas. A disputa para cinco dos nove lotes foi ‌mantida na data anteriormente prevista, ‌27 de março.

Já para os quatro lotes restantes, ⁠que serão objeto de relicitação, foi determinada uma segunda sessão pública, em data ainda a ser definida, que deverá ocorrer no mínimo 30 dias depois da homologação prevista pelo TCU.

Os diretores do órgão regulador ‌julgaram necessário esperar que o plenário do TCU homologue ‌um acordo de distrato ⁠que foi ⁠firmado entre o Ministério de Minas e Energia e a ⁠MEZ Energia, concessionária que ‌era responsável pelos ‌projetos que não foram construídos e serão agora relicitados.

O governo negociou uma extinção "amigável" dos contratos com a MEZ, empresa criada por membros da família fundadora ⁠do grupo de construção Eztec. A solução se deu com mediação do próprio TCU, mas o plenário da Corte de Contas ainda precisa homologar os termos pactuados.

Ao todo, o ‌leilão oferecerá nove lotes de transmissão, que devem exigir R$5,1 bilhões em investimentos. Espalhados em 12 Estados, ⁠os projetos somam 859 quilômetros de linhas de transmissão a serem construídas, além de subestações com 4.350 MVA em capacidade e cinco compensações síncronas.

O certame, agora fatiado em dois, inclui seis projetos que já haviam sido licitados, mas tiveram caducidade decretada após os concessionários anteriores, a MEZ Energia e a indiana Sterlite não cumprirem com os contratos.

No caso da Sterlite, a caducidade foi decretada pelo Ministério de Minas e Energia, sem negociação de uma solução consensual com envolvimento do TCU.

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