Klabin vê início de ano forte em demanda por papel e celulose
A demanda por celulose no mercado global e por papel para embalagens no Brasil foi forte em janeiro, dando suporte a reajustes de preços e sinalizando um ano positivo para a Klabin , afirmaram executivos da companhia nesta quinta-feira.
A companhia, que divulgou resultados de quarto trimestre na véspera, é a maior fabricante de papel para embalagem do Brasil e uma das maiores da América Latina, trabalhando com as principais marcas de bens de consumo que precisam dos produtos da empresa para despacharem suas produções aos consumidores.
"Vemos uma recuperação importante em janeiro em cartões para cerveja e nós operamos 100% de cerveja na América Latina", disse o presidente-executivo da Klabin, Cristiano Teixeira, a analistas e investidores nesta quinta-feira. O executivo sinalizou um mercado forte para a indústria de bebidas neste começo de 2026, apesar do que chamou de "cautela" das cervejarias em relação ao Brasil após um 2025 fraco e pressionado por condições climáticas desfavoráveis.
A Klabin vende o papelcartão usado pelas cervejarias para fazer embalagens para seus produtos.
Mais cedo, a maior cervejaria das Américas, Ambev divulgou resultado de quarto trimestre citando que "segue confiante em relação à categoria de cerveja" neste ano.
Teixeira ainda comentou que a Klabin está vendo um "movimento importante" em papelão ondulado em Manaus, indicando demanda aquecida pelos eletroeletrônicos produzidos na Zona Franca num ano de Copa do Mundo.
"Vemos um ano sazonal importante, e normalmente vemos bons anos em Copa do Mundo para esses dois itens (cartão e papelão ondulado). E os dois mostraram um janeiro muito forte para a gente", disse o presidente da Klabin sem dar detalhes sobre volumes.
Em celulose, o diretor da área, Alexandre Nicolini, afirmou que a demanda por celulose fluff de fibra longa segue aquecida e a de celulose de fibra curta está surpreendendo com "demanda bastante robusta".
Segundo ele, os reajustes de preços estão sendo colocados no mercado com sucesso, o que dá à Klabin "expectativa de que alguma coisa (alta de preços) será implementada em março. Os mercados estão bastante resilientes".