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Juros: 'Me filio ao grupo que defende manutenção da Selic pelo Copom', diz Sidney, da Febraban

Embora parte do mercado preveja nova alta dos juros, alguns componentes do IPCA de maio, divulgado nesta terça, 10, apontam para possível inflexão da inflação, diz o representante dos bancos

10 jun 2025 - 16h56
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O presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney, defende que o Copom mantenha a taxa Selic em 14,75% ao ano na próxima reunião, que acontecerá na semana que vem. Embora parte do mercado preveja uma nova alta dos juros, na avaliação dele, alguns componentes do IPCA de maio, divulgado nesta terça-feira, 10, apontam para uma possível inflexão da inflação, mesmo com sinais ainda desfavoráveis em itens como serviços e energia.

"Neste quadro, a grande expectativa fica em torno de qual será a decisão do Copom na semana que vem, pois há argumentos tanto a favor de uma alta dos juros, devido, por exemplo, à inflação de serviços ainda elevada e à atividade resiliente, quanto, posição a que me filio, para a manutenção da Selic, dados os sinais de alguma inflexão do processo inflacionário, ainda que na margem", afirmou ele em nota.

'Aparentemente, penso, a inflação em 12 meses pode ter atingido o pico', diz Isaac Sidney
'Aparentemente, penso, a inflação em 12 meses pode ter atingido o pico', diz Isaac Sidney
Foto: Febraban/Divulgação / Estadão

De acordo com Isaac, o IPCA de maio indica que a inflação em 12 meses pode ter atingido um pico, com desacelerações na média dos núcleos acompanhados pelo Copom e também em bens industriais.

"Aparentemente, penso, a inflação em 12 meses pode ter atingido o pico, refletindo a apreciação mais recente do câmbio, queda dos preços das commodities no mercado internacional, fruto da guerra comercial, e melhora mais perceptível das condições de oferta dos alimentos".

Por outro lado, a inflação continua pressionada em serviços, e os preços de energia elétrica devem ter fatores de pressão nos próximos meses.

"Vale lembrar que o principal vetor de alta da inflação de maio foi a energia elétrica (+3,62%), com acionamento da bandeira amarela em razão da piora das condições hídricas, sendo que, em junho, como agravante, haverá o acionamento da bandeira vermelha", afirmou ele.

Estadão
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