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Juros curtos caem amparados pela expectativa de redução da Selic

9 set 2019
18h28
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O mercado de juros começou a semana com oscilação restrita das taxas e liquidez baixa, refletindo a agenda doméstica fraca e o compasso de espera pelo desenrolar da semana, que tem como destaque a reunião de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) na quinta-feira. As taxas oscilaram nesta segunda-feira entre a estabilidade e leve queda, mas no fechamento dos negócios só os contratos de curto e médio prazos preservaram algum alívio enquanto os longos, mais sensíveis ao cenário internacional, terminaram perto da estabilidade, influenciados pela piora do câmbio e alta do rendimento dos Treasuries.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020, que melhor reflete as expectativas para as reuniões do Copom em 2019, encerrou na mínima de 5,305%, de 5,328% no ajuste, e a do DI para janeiro de 2021 fechou em 5,34%, de 5,368%. A do DI para janeiro de 2023 caiu de 6,451% para 6,42%. O DI para janeiro de 2025 encerrou com taxa de 6,98%, de 7,001%.

"As taxas curtas seguem amparadas nos fundamentos, com o mercado colocando um pouco mais de expectativa de nova queda de 0,5 ponto porcentual da Selic na próxima reunião", disse a gestora de renda fixa da Mongeral Aegon Investimentos, Patricia Pereira, para quem, contudo, o mercado no geral teve um dia fraco.

Pela manhã, havia expectativa de que os ativos reagiriam mal a dados frustrantes do comércio exterior da China, que acusam os efeitos da "trade war" com os Estados Unidos, mas acabou prevalecendo a leitura de que os indicadores podem incentivar a adoção de estímulos econômicos pelo governo chinês. Neste sentido, também há expectativa pela reunião do BCE, na quinta. Com isso, a manhã foi de taxas em queda, refletindo também a leitura das declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, de que pretende adotar um "fast track" para as privatizações, em entrevista ao jornal Valor Econômico. Ainda, na pesquisa Focus, divulgada pela manhã, a mediana para o IPCA deste ano caiu de 3,59% para 3,54% e chegou a 3,50% no Grupo Top 5.

À tarde, o fluxo de 'inputs' positivos cessou, o dólar passou a subir e as taxas se acomodaram. Os curtos ainda preservaram um viés de baixa, amparados na aposta firme de que o Copom, que se reúne na próxima semana, vai cortar novamente a Selic em 0,5 ponto porcentual, mesmo com o dólar a R$ 4,10. "O comunicado, no entanto, deve vir com um aviso de que os próximos passos vão depender do cenário internacional, que está mais turbulento desde o último Copom mas, ao mesmo tempo, com vários sinais deflacionários", disse Patricia.

Estadão
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