Script = https://s1.trrsf.com/update-1786557910/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Publicidade

Itaú conclui alocação de R$8,4 bi de 1º leilão do Eco Invest

8 set 2026 - 08h20
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
O Itaú Unibanco concluiu a alocação de R$ 8,4 bilhões obtidos no 1º leilão do Eco Invest Brasil, iniciativa federal voltada à transformação ecológica. O montante viabilizou 16 operações em saneamento, transição energética e bioeconomia, atendendo empresas como Sabesp, Suzano e Volkswagen. Maior beneficiado pelo programa, com mais de R$ 41 bilhões captados no total, o banco avança agora na distribuição dos R$ 33,1 bilhões restantes para acelerar investimentos sustentáveis no país.

O Itaú Unibanco concluiu a ‌alocação dos R$8,4 bilhões aprovados no âmbito do primeiro leilão do Eco Invest Brasil, com aportes em projetos de saneamento, transição energética, bioeconomia, economia circular e infraestrutura sustentável, enquanto avança na destinação de mais de R$33,1 bilhões contemplados em leilões posteriores do programa. 

O Eco Invest Brasil foi lançado pelo governo federal em 2024 para ampliar o financiamento de projetos com impacto ⁠ambiental e socioeconômico positivo. Desde então, foram realizados quatro leilões, que mobilizaram cerca de R$140 bilhões. ‌Um quinto certame foi lançado em maio. 

"A conclusão da alocação dos recursos do primeiro leilão é um marco importante porque demonstra a capacidade do programa de converter recursos mobilizados em ‌investimentos efetivos em projetos que contribuirão para a transformação ‌ecológica do país", afirmou à Reuters a diretora de relações institucionais e sustentabilidade do ⁠Itaú Unibanco, Luciana Nicola. 

"Ao longo dos leilões realizados até aqui, com mais de R$41 bilhões contemplados ao Itaú no âmbito do programa, o Eco Invest também evoluiu significativamente em escopo e sofisticação, incorporando diferentes temas estratégicos para o desenvolvimento sustentável, como a recuperação de áreas degradadas, e instrumentos financeiros inovadores, como o equity sustentável", afirmou. 

Nicola citou que o Itaú está avançando ‌na alocação dos recursos contemplados nos leilões seguintes (de R$3,875 bilhões no segundo e R$29,250 bilhões no ‌terceiro), mas ponderou que, como ⁠são instrumentos com características ⁠e ritmos distintos, não é possível, neste momento, prever uma data para a conclusão das alocações.

No primeiro ⁠certame, o Itaú foi a instituição financeira com ‌o maior volume de recursos contemplados, ‌com R$1,35 bilhão captado diretamente pelo programa e outros R$7,05 bilhões em capital privado mobilizado.

O banco afirmou que estruturou 16 operações, incluindo projetos de mais de R$2 bilhões da Sabesp e de R$500 milhões da Aegea para expansão e modernização dos sistemas ⁠de abastecimento de água e tratamento de esgoto, no eixo de economia circular.

Em transição energética, outro foco do Eco Invest, as operações incluíram projetos da Coamo, de R$400 milhões, e da São Martinho, de R$500 milhões, para produção de etanol de milho, com o objetivo de ampliar a oferta de biocombustíveis de menor ‌intensidade de carbono.

Também foram estruturadas operações com a Volkswagen, de R$531 milhões e uma segunda tranche de R$469 milhões, e com a EDP, de R$400 milhões, voltadas a eficiência ⁠energética, modernização industrial, digitalização de redes elétricas e redução de perdas.

Na área de bioeconomia, os destaques foram as operações com a Bracell, de R$802 milhões, e a Suzano, de R$907 milhões, para fortalecer cadeias produtivas de base renovável e práticas de manejo florestal sustentável.

Grupo Boticário, com R$375 milhões, e Eurofarma, com R$419 milhões, também foram contemplados com projetos de infraestrutura produtiva mais resiliente aos desafios climáticos, com foco em eficiência energética e hídrica e redução de emissões, em linha com o eixo de infraestrutura verde e adaptação do programa.

Na avaliação de Nicola, o principal potencial do Eco Invest está na capacidade de escalar o financiamento de projetos sustentáveis no Brasil.

"Ao utilizar recursos públicos de forma catalítica para mobilizar volumes significativamente maiores de capital privado, o programa cria condições para ampliar investimentos de longo prazo em setores estratégicos para o desenvolvimento do país", afirmou.

(Edição Alberto Alerigi Jr.)

Reuters Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.
Compartilhar
TAGS

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra