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Inflação na China mantém pressão por mais estímulos para impulsionar a demanda

12 jun 2024 - 07h33
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A inflação ao consumidor da China repetiu em maio a mesma taxa do mês anterior enquanto a queda nos preços ao produtor diminuiu, mas a tendência sugere que Pequim precisará fazer mais para sustentar a demanda interna fraca e a recuperação econômica desigual.

A fraqueza do consumo na China tem mantido os preços ao consumidor sob controle desde 2023, apesar de muitas rodadas de medidas de apoio, já que a confiança continua baixa em meio a uma prolongada crise no setor imobiliário. Economistas afirmam que é necessária uma nova rodada de medidas de estímulo fiscal e monetário mais fortes e coordenadas para aumentar a demanda de forma sustentável.

O índice de preços ao consumidor subiu 0,3% em maio em relação ao ano anterior, igualando a alta de abril, mostraram dados do Escritório Nacional de Estatísticas nesta quarta-feira, abaixo do aumento de 0,4% previsto em pesquisa da Reuters.

Os preços ao produtor, que estão em deflação desde setembro de 2022, caíram em um ritmo mais lento de 1,4% em maio, após queda de 2,5% em abril e expectativa de recuo de 1,5%.

"Acho que a pressão deflacionária ainda não se dissipou", disse Zhiwei Zhang, economista-chefe da Pinpoint Asset Management.

"A melhora nos preços ao produtor deve-se em grande parte às commodities, como cobre e ouro, o que não é um reflexo da demanda interna da China", disse ele.

A opinião de Zhang foi respaldada pela fraqueza do índice mensal dos preços ao consumidor, que caiu 0,1% contra um aumento de 0,1% em abril.

A economia da China tem se esforçado para se manter apesar do fim das rigorosas restrições à Covid-19 no final de 2022, principalmente devido aos efeitos em cascata de uma prolongada crise no setor imobiliário sobre a confiança dos investidores, das empresas e dos consumidores.

Pequim implementou várias medidas para estimular a demanda no setor imobiliário e lançou outros esquemas para impulsionar o sentimento do consumidor, incluindo a oferta de incentivos subsidiados pelo governo para estimular a troca de automóveis e outros bens de consumo.

O governo também prometeu criar mais empregos vinculados a grandes projetos, implementar medidas para promover a demanda doméstica voltada para os jovens e prometeu um maior estímulo fiscal para sustentar o crescimento.

Os dados desta quarta-feira sobre o núcleo da inflação, que exclui os preços voláteis de alimentos e energia, destacaram o desafio enfrentado por Pequim em seus esforços para estimular a demanda interna. O indicador ficou em 0,6% em maio em termos anuais, desacelerando em relação aos 0,7% registrados em abril.

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