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Indústria: uso da capacidade instalada cai a 80,9% em março

No mês, houve forte retração do faturamento e queda em quase todos os indicadores industriais

8 mai 2014 - 14h44
(atualizado às 15h14)
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O uso da capacidade instalada recuou em março ante fevereiro ao mesmo tempo em que houve forte retração do faturamento e queda em quase todos os indicadores industriais, reforçando os sinais das dificuldades da indústria brasileira em engatar uma recuperação mais firme neste início de ano.

Operário em uma fábrica de carros da Ford, em São Bernardo do Campo, São Paulo. A produção industrial brasileira recuou 0,5 por cento em março, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira. 13/08/2013.
Operário em uma fábrica de carros da Ford, em São Bernardo do Campo, São Paulo. A produção industrial brasileira recuou 0,5 por cento em março, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira. 13/08/2013.
Foto: Nacho Doce / Reuters

Em março, a utilização da capacidade instalada na indústria ficou em 80,9%, com dados dessazonalizados, ante 81,9% em fevereiro, conforme dados apresentados nesta quinta-feira pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O faturamento real dessazonalizado da indústria caiu 6,3% frente ao mês anterior, na maior retração mensal desde novembro de 2008 e revertendo integralmente a alta de 4,4% registrada em fevereiro.

As horas trabalhadas na produção diminuíram 2,4% em março na comparação com o mês anterior. A massa salarial e o rendimento médio recuaram 2,4% e 0,6%, respectivamente.

O único indicador a apresentar expansão foi o emprego, com aumento de 0,3% frente a fevereiro.

A CNI atribui o desempenho ruim da indústria em março ao feriado de Carnaval. "O Carnaval aconteceu em março, quando geralmente acontece em fevereiro. Dessa forma, influenciou positivamente os resultados das vendas em fevereiro e negativamente em março."

No trimestre, o faturamento mostrou aumento de 2,7% na comparação com igual período do ano anterior. No período, o emprego teve alta de 1,7%, a massa salarial avançou 5,5% e o rendimento médio real mostrou acréscimo de 3,7%. No período, as horas trabalhadas na produção tiveram queda de 0,1%.

Ainda que em sua maioria os indicadores mostrem variação positiva no trimestre, o desempenho foi marcado por volatilidade sem indicações de que o setor industrial ingressou em trajetória contínua de expansão.

Em outro indicador do setor, a produção industrial medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e apresentada na quarta-feira mostrou queda de 0,5% em março, influenciada pelo recuo de 3,6% no segmento de bens de capital, medida de investimentos no País.

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