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Importadores chineses cancelam carregamentos de soja

13 abr 2011 - 13h47
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Compradores chineses cancelaram pelo menos três carregamentos de soja no mês passado, devido às fracas margens de lucro no processamento da oleaginosa no país, e há rumores sobre mais cancelamentos ou adiamentos nos embarques enquanto Pequim planeja liberar para o mercado parte dos estoques estatais da oleaginosa visando conter a inflação, disseram traders nesta quarta-feira.

A redução das importações pela China, maior comprador mundial, poderá pesar sobre os futuros da soja nos Estados Unidos, que já caíram mais de 5% em abril, em meio às vendas de investidores nas commodities e o prospecto de uma grande safra na América do Sul.

Enfrentando margens negativas para o esmagamento da soja na produção de óleo, compradores chineses também estão tendo conversas para cancelar ou postergar pelo menos mais 10 carregamentos, disseram traders. "Nós cancelamos três barcos, com embarques para maio e junho. Serão redirecionados dentro da trading", afirmou um operador de uma trading estrangeira que opera na China.

Ele disse que sua companhia recentemente recebeu uma solicitação de uma trading estatal para cancelar dois carregamentos de soja da América do Sul e "nós podemos aceitar o cancelamento se o preço (de recompra) for bom o suficiente".

Embora as cargas canceladas correspondam ao volume de 150 mil a 180 mil t, uma parte pequena das importações mensais da China de cerca de 3 a 5 milhões t, pode levar ao atraso de mais cargas, reduzindo as compras da América do Sul nos próximos meses.

"Nós esperamos que mais barcos da América do Sul sejam postergadas para setembro ou perto disso por causa das fracas margens de esmagamento", disse um trader de Cingapura.

Vendas de reservas

Os cancelamentos foram motivados depois que Pequim decidiu vender 3 milhões t de soja de suas reservas estatais no mercado doméstico a preços abaixo dos valores de mercado na tentativa de conter a inflação, de acordo com traders.

"Muitos compradores querem cancelar ou atrasar os carregamentos para maio e junho por causa das fracas margens e porque o governo está liberando volume tão grande de reservas no mercado", disse o diretor geral de uma trading estatal, acrescentando que mais de 10 cargas estão sendo negociadas.

Um outro executivo de uma trading internacional disse que o cancelamento de até 10 barcos, ou mais de meio milhão de toneladas, é improvável. "Compradores e fornecedores ainda estão negociando entre eles, nós não acreditamos que muitas cargas serão canceladas", disse um executivo. "Nenhum comprador fora da China tem incentivo para obter volume tão grande."

A China importou 54,8 milhões t de soja em 2010, aumento de 28,8%, principalmente dos Estados Unidos, Brasil e Argentina. As importações chinesas correspondem a mais de 60% do comércio global.

"As importações de soja chinesas em 2010/11 podem não ser afetadas ainda que muitos pretendam cancelar ou atrasar carregamentos. Se as cargas não puderem ser revendidas, os compradores serão muito provavelmente chineses", disse um analista de uma grande trading estatal de soja.

A China deve importar entre 53 e 54 milhões t de soja em 2010/11 (outubro a setembro), alta de 5% a 7% sobre a temporada anterior, mas o ritmo de crescimento deve diminuir frente aos 22% de 2009/10, disse um trader de grãos da COFCO na segunda-feira. A redução ocorre em parte pela venda por Pequim das 3 milhões t de soja de suas reservas, quase o volume de um mês de importação mensal chinesa até o momento.

Os esmagadores em áreas costeiras estão dispostos a tomar as reservas domésticas de soja porque o preço ofertado por Pequim é atrativo. A soja brasileira é cotada em cerca de 4,5 mil iuans por t, comparada aos 3,5 mil iuans por t das reservas.

As reservas de soja do Estado foram oferecidas para 5 a 6 grandes esmagadores, que receberam ordens de Pequim para limitar os preços do óleo de soja em cerca de mil iuans por t abaixo dos valores de mercado.

Fonte: Invertia Invertia
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