Script = https://s1.trrsf.com/update-1781903735/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
Oferecimento Logo do patrocinador

Impasse entre EUA e Irã divide atenções com dados de emprego no Brasil e nos EUA

Autoridades buscam avançar em negociações em Doha, no Catar

30 jun 2026 - 10h01
(atualizado às 10h03)
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
O cenário, porém, segue cercado de incertezas diante das versões conflitantes sobre o avanço das negociações entre Estados Unidos e Irã, fator que mantém investidores atentos ao risco geopolítico e ao mercado de petróleo. O centro das atenções é Doha, no Catar, onde autoridades americanas e mediadores buscam preservar a trégua e avançar nas discussões sobre um acordo.
Donald Trump em seu gabinete em Washington
Donald Trump em seu gabinete em Washington
Foto: Evan Vucci / Reuters

Os mercados globais iniciam a terça-feira (30) em alta, embalados pela recuperação das ações de tecnologia em Nova York e pelo alívio das tensões no Oriente Médio. O cenário, porém, segue cercado de incertezas diante das versões conflitantes sobre o avanço das negociações entre Estados Unidos e Irã, fator que mantém investidores atentos ao risco geopolítico e ao mercado de petróleo.

O centro das atenções é Doha, no Catar, onde autoridades americanas e mediadores buscam preservar a trégua e avançar nas discussões sobre um acordo. Enquanto Donald Trump afirmou que Teerã solicitou uma reunião com representantes dos EUA, o governo do Catar negou que existam encontros diretos de alto nível programados. Do lado iraniano, apesar da confirmação do envio de uma "delegação de especialistas" para discutir a implementação do memorando firmado há duas semanas, autoridades descartaram novas rodadas formais de negociação nos próximos dias.

As tratativas giram em torno do Estreito de Ormuz, corredor estratégico por onde passa cerca de 20% do petróleo transportado por via marítima no mundo. A indefinição sobre o cronograma das conversas impede um movimento mais consistente das commodities. O Brent para agosto recua 0,25%, a US$ 72,97, enquanto o WTI perde 0,04%, a US$ 70,72. Apesar de os preços terem retornado aos níveis anteriores ao conflito, analistas avaliam que persistem pressões estruturais sobre a oferta global de petróleo.

O alívio geopolítico, somado ao novo rali das empresas de tecnologia, impulsiona as bolsas internacionais. Na Europa, os índices recuperam parte das perdas da véspera, com destaque para a Infineon Technologies (+3,32%), beneficiada pelo avanço do setor de semicondutores. 

Os mercados estão em compasso de espera por novos dados de emprego no Brasil e nos Estados Unidos, em uma semana encurtada pelo feriado de 4 de Julho em Nova York. A agenda concentra indicadores capazes de recalibrar as apostas para os juros: o JOLTs, nos EUA, e o Caged, no Brasil.

No Brasil, a principal agenda do dia é o lançamento do Plano Safra 2026/27. O governo deve anunciar um volume recorde de R$ 525,1 bilhões em crédito para médios e grandes produtores rurais, alta de 1,7% em relação à safra anterior. Mesmo em um ambiente de juros elevados e restrições fiscais, a proposta prevê redução das taxas de financiamento em até 1,5 ponto percentual, para uma faixa entre 8% e 12,5% ao ano.

O esforço fiscal também aumenta. A participação do Tesouro na equalização dos juros sobe de R$ 3,94 bilhões para R$ 5,56 bilhões, enquanto o volume de recursos equalizados diminui de R$ 113,8 bilhões para R$ 97 bilhões, refletindo o aumento do custo dos subsídios em um cenário de Selic elevada.

Leia a análise completa no Monitor do Mercado, clicando aqui!

Monitor do Mercado Monitor do Mercado
Compartilhar
TAGS

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Meu Terra