União Europeia limita importação de aço sem tarifa e impõe alíquota de 50% para volume acima da cota
Pelo novo sistema, volume de importações sem tarifa cairá 47%; medida visa proteger indústria siderúrgica do bloco do excesso de capacidade em países como a China
A União Europeia vai limitar, a partir de quarta-feira, 1º, o volume de aço que seus Estados-membros podem importar com isenção tarifária, como parte de esforços para proteger a indústria siderúrgica do bloco do excesso de capacidade em países como a China.
Pelo novo sistema, o volume de importações sem tarifa cairá 47%, para 18,3 milhões de toneladas métricas. As compras que excederem essa cota estarão sujeitas a uma alíquota de 50% em 26 categorias de produtos de aço.
Em comunicado, a Comissão Europeia informou nesta terça-feira que metade da cota de 18,3 milhões de toneladas será reservada a países com acordos de livre-comércio com a UE, enquanto a outra metade ficará disponível a todos os parceiros comerciais — inclusive os que tenham esses acordos.
Segundo a Comissão, braço executivo da UE, a medida busca amortecer o impacto da mudança para países com os quais o bloco mantém laços mais estreitos. Muitos parceiros com acordos de livre-comércio deverão receber cotas específicas por país, com base em seus volumes históricos de exportação ao bloco.
As medidas, originalmente propostas pela Comissão em 2025, também exigem que exportadores informem onde ocorreram as etapas de fusão e vazamento do metal na produção do aço, para facilitar o rastreamento das importações.
"Estamos oferecendo previsibilidade aos participantes do mercado por meio de regras claras e transparentes de distribuição de cotas, ao mesmo tempo em que aplicamos uma metodologia justa e objetiva", afirmou Maros Sefcovic, principal negociador comercial do bloco, no comunicado.
A UE busca proteger seu setor siderúrgico de um excesso de produtos no mercado global, que, segundo a Comissão, atualmente soma 620 milhões de toneladas.
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