Ibovespa cai com Braskem capitaneando perdas e deve fechar junho com desempenho negativo
O Ibovespa recuava nesta terça-feira, caminhando para mais um desempenho mensal negativo, diante de nova saída de estrangeiros das ações brasileiras em junho, com Braskem capitaneando as perdas nesta primeira etapa do pregão
Por volta de 11h05, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, caía 1,09%, a 171.309,94 pontos, acumulando até o momento um declínio de 1,43% em junho. No pior momento do mês, chegou a trabalhar abaixo de 168 mil pontos.
No segundo trimestre, a perda alcança 8,62%, enquanto, no ano, a performance ainda está positiva, em 6,32%.
O volume financeiro nesta sessão somava R$3,56 bilhões.
Dados da B3 registram um saldo negativo de R$8,75 bilhões no mês até o dia 26 (excluindo IPOs e follow-ons), embora, no ano, o resultado ainda esteja positivo em R$32,88 bilhões.
De acordo com estrategistas, a reversão no fluxo de estrangeiros desde meados de abril está relacionada a mudanças nas expectativas relacionadas a taxas de juros, bem como rotação de capital de volta para ações de tecnologia nos EUA e na Ásia.
A agenda do dia no Brasil incluía dados mostrando que a dívida bruta do país como proporção do PIB fechou maio em 81,1%, contra 80,2% no mês anterior. Já a dívida líquida do setor público foi a 67,9%, de 67,2%.
À tarde, a pauta traz dados de emprego formal, com previsões compiladas pela Reuters apontando criação de 115 mil vagas em maio.
No exterior, Wall Street tinha um viés positivo na última sessão do mês, com o S&P 500 em alta de 0,43%.
DESTAQUES
• BRASKEM PNA recuava 5,75%, tendo no radar nesta sessão relatório do JPMorgan cortando a recomendação das ações para neutra, bem como o preço-alvo da petroquímica de R$15 para R$7,50. Na semana passada, a petroquímica obteve decisão favorável da Justiça para a suspensão por 60 dias da cobrança de dívidas por determinados credores financeiros.
• RD SAÚDE ON caía 4,14%, no segundo pregão seguido de queda, em correção após cinco altas consecutivas, quando acumulou uma valorização de quase 7%. Na véspera, as ações da rede de varejo farmacêutico fecharam em baixa de 1,1%.
• ITAÚ UNIBANCO PN perdia 0,66%, em pregão de ajustes após recuperação no mês, quando soma alta de mais de 6%. No setor, BRADESCO PN caía 0,83%, SANTANDER BRASIL ON recuava 1,38% e BTG PACTUAL UNIT cedia 1,58%. BANCO DO BRASIL ON era negociada em baixa de 1,53%, tendo como pano de fundo anúncio do Plano Safra 2026/2027 com orçamento de R$525,1 bilhões para agro empresarial.
• PETROBRAS PN cedia 0,71% e PETROBRAS ON recuava 1,09%, em dia de variações modestas dos preços do petróleo no exterior, onde o barril sob o contrato Brent mostrava acréscimo de 0,23%.
• VALE ON recuava 0,87%, mesmo com o avanço dos futuros do minério de ferro na China, onde o contrato mais negociado na Bolsa de Commodities de Dalian fechou a sessão do dia em alta de 0,61%.
• GRUPO MATEUS ON, que não faz parte do Ibovespa, recuava 5,74%, após divulgar que uma controlada recebeu um auto de infração da Receita Federal de R$1,28 bilhão. No auto, que envolve a Armazém, a Receita questiona, em relação aos exercícios de 2022 a 2023, majoritariamente as exclusões de créditos presumidos de ICMS da base de cálculo do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).
• RAÍZEN PN, que também não faz parte do Ibovespa, mostrava estabilidade, a R$0,40, após reportar prejuízo líquido de R$7,3 bilhões e dívida líquida de R$58,2 bilhões no quarto trimestre da safra 2025/26. O Ebitda ajustado, por sua vez, somou R$2,8 bilhões no quarto trimestre da safra 2025/26, alta de 46% ano a ano. O CEO da companhia disse que os desinvestimentos para reduzir a capacidade de moagem de cana-de-açúcar da Raízen vão continuar.
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