Ibovespa titubeia na volta do Carnaval com ajustes e vencimentos
O Ibovespa oscilava sem tendência firme nesta quarta-feira, na volta do fim de semana prolongado pelo Carnaval, em pregão marcado por vencimento de contrato futuro e de opções sobre o índice, bem como ajustes aos movimentos dos ADRs na véspera.
Por volta de 14h10, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, cedia 0,31%, a 185.892,2 pontos, na mínima do dia até o momento, depois de ter marcado 187.656,93 pontos na máxima. O volume financeiro somava R$5,47 bilhões.
Não houve negociação na B3 no começo da semana, com a sessão sendo retomada no começo da tarde desta quarta-feira. Em Nova York, os pregões também fecharam na segunda-feira, mas reabriram na terça-feira, com alguns ADRs brasileiro registrando perdas.
Nesta quarta-feira, em Wall Street, o S&P 500, uma as referências do mercado acionário norte-americano, subia 0,88%.
De acordo com análise gráfica do BB Investimentos, o Ibovespa tem operado com bastante volatilidade em faixas específicas de preço dentro da tendência de alta que se consolida a cada semana, com realizações pontuais.
"A formação de topos ascendentes é consistente com a continuidade da tendência de alta, que segue amparada pelo forte fluxo de capital estrangeiro na bolsa", afirmaram analistas do BB em relatório a clientes.
Eles destacaram, contudo, que medidas como o Índice de Força Relativa (IFR) sinalizam que a bolsa "opera em zona de sobrecompra".
De acordo com os dados da B3, fevereiro registrava uma entrada líquida de estrangeiros de quase R$8,4 bilhões até o dia 12. No mês passado, o saldo ficou positivo em R$26,3 bilhões.
DESTAQUES
- VALE ON caía 2,64%, refletindo em parte ajustes ao movimento de seus ADRs na véspera, quando caíram 4,5% em Nova York. Também no radar está o feriado do Ano Novo Lunar na China, que fechará os mercados naquele país até o próximo dia 23.
- PETROBRAS PN subia 0,46%, favorecida pela alta dos preços do petróleo no exterior, onde o barril sob o contrato Brent avançava 3,52%. Na terça-feira, os ADRs das PNs da petrolífera brasileira recuaram 0,99%.
- BTG PACTUAL UNIT avançava 1,54%, com analistas do JPMorgan elevando o preço-alvo das units de R$52 para R$61. SANTANDER BRASIL UNIT, que teve o preço elevado de R$35 para R$40, mostrava elevação de 0,72%.
- ITAÚ UNIBANCO PN perdia 0,15%, mesmo também tendo de pano de fundo elevação do preço-alvo por analistas do JPMorgam, de R$46 para R$50. Ainda no setor, BANCO DO BRASIL ON subia 0,24% e BRADESCO PN caía 0,81%.
- BRASKEM PNA recuava 3,68%, com analistas do Citi cortando a recomendação para venda/alto risco, citando alta recente da ação, no cenário desafiador no mercado petroquímico e incertezas quanto à estrutura de capital.
- RAÍZEN PN subia 6,35%, em sessão de ajustes, após renovar mínimas históricas na última sexta-feira, quando chegou a ser negociada a R$0,60 no pior momento. Após desempenho positivo em janeiro (+27%), o papel já perde % em fevereiro.
- ASSAÍ ON recuava 3,54%, tendo de pano de fundo anúncio de plano estratégico do francês Carrefour, que prevê atingir uma participação de mercado de 20% no Brasil até 2030. O UBS BB aumentou o preço-alvo de Assaí de R$9 para R$11,50.
- BRAVA ON avançava 3,05%, favorecida pelo petróleo, enquanto a subsidiária 3R Offshore foi autorizada a seguir com a conclusão da cessão da participação de 37,5% da Nova Técnica Energy (NTE) no consórcio do Campo de Papa-Terra.
- KEPLER WEBER ON, que não está no Ibovespa, subia 7,91%, após nova extensão do prazo de exclusividade para as negociações com a A-AG Holdco (GPT) mirando a potencial combinação das companhias, passando agora para 27 de fevereiro.