Ibovespa tem queda discreta com ajuste em Petrobras e eleição em foco
O Ibovespa recuou 0,17% nesta segunda-feira, aos 205.079,25 pontos, pressionado pela correção nas ações da Petrobras (-2,82%) e pela cautela na reta final do segundo turno presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro, que eleva a volatilidade. O índice movimentou R$ 31,99 bilhões e teve perdas limitadas pelos ganhos da B3 (+1,76%) e pela alta de parte do setor financeiro, enquanto investidores monitoram as pesquisas eleitorais e a continuidade do fluxo de capital estrangeiro na bolsa.
O Ibovespa fechou com um declínio modesto nesta segunda-feira, pressionado principalmente pelo ajuste negativo na Petrobras, enquanto a reta final da eleição presidencial no país continua concentrando as atenções dos investidores.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,17%, a 205.079,25 pontos. Na máxima do dia, chegou a 207.387,56 pontos. No pior momento, marcou 204.268,99 pontos. O volume financeiro no pregão somou R$31,99 bilhões.
Na visão de analistas do BB Investimentos, o Ibovespa parece ter encontrado um novo patamar de precificação em torno do qual deve oscilar ao longo desta semana, entre 204 e 207 mil pontos.
"A proximidade do segundo turno das eleições no Brasil deve manter o padrão de volatilidade elevado, fazendo com que esse intervalo de preços forneça suportes e resistências fracos, mesmo no curtíssimo prazo", afirmaram em relatório a clientes.
Novas pesquisas eleitorais reforçaram nesta segunda-feira o cenário disputado para o segundo turno da eleição entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL).
As pesquisas BTG/Nexus e Atlas/Bloomberg mostraram Flávio ainda numericamente à frente de Lula, mas a vantagem diminuiu, enquanto a PoderData/Aya mostrou o candidato do PL retomando a liderança na disputa.
A acomodação do Ibovespa desde a semana passada, quando acumulou declínio de 1,74%, vem após a reação bastante positiva na esteira do desfecho do primeiro turno, com melhor desempenho de Flávio, quando renovou recordes.
Para o economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos, Bruno Perri, a semana deve ser de bastante cautela, sem grandes movimentos, se não houver alguma mudança de sinal muito grande nas pesquisas.
Perri também avalia que o investidor estrangeiro pode ficar um pouco mais cauteloso nos próximos dias, a menos que ocorra alguma sinalização que garanta chance de vitória de Flávio muito maior do que a que está precificada.
Dados da B3 têm mostrado forte entrada de capital externo nas ações brasileiras, com o saldo no mês positivo em R$18,75 bilhões até o dia 15.
No exterior, a semana começou com a norte-americano S&P 500 fechando o pregão com elevação de 0,41%.
DESTAQUES
• PETROBRAS PN fechou com declínio de 2,82%, em sessão de correção após renovar máximas históricas na última sexta-feira, quando a petrolífera de controle estatal também alcançou um valor de mercado de quase R$820 bilhões. Em 2026, mesmo com o declínio nesta segunda-feira, as preferenciais da companhia somam um valorização de 100%.
• B3 ON avançou 1,76%, fornecendo um contrapeso relevante, com dados recentes mostrando melhora no volume negociado em renda variável, além de fluxo positivo de estrangeiros. Em outubro, o papel já acumula uma alta de quase 22,7%, enquanto o Ibovespa mostra ganho de 10%.
• BTG PACTUAL UNIT subiu 2,02% e BANCO DO BRASIL ON fechou com elevação de 1,35%, em pregão misto no setor. BRADESCO PN, que divulga balanço na próxima quinta-feira, caiu 1,28%, enquanto ITAÚ UNIBANCO PN recuou 0,4% e SANTANDER BRASIL UNIT cedeu 1,8%.
• VALE ON subiu 0,23%, endossada pela alta dos futuros do minério de ferro na China, embora tenha reduzido o fôlego após avançar 2% no melhor momento da segunda-feira.
• MBRF ON caiu 4,11% após o Ministério da Agricultura registrar um foco de Doença de Newcastle em uma criação de perus em Santa Catarina. De acordo com a ABPA, um acordo assinado com a China prevê que as exportações de carnes de aves brasileiras sejam suspensas no caso da ocorrência de Doença de Newcastle.
• CAIXA SEGURIDADE ON perdeu 2,95% após rescisão do contrato de distribuição da controlada Too Seguros com o Banco Pan. O grupo segurador prevê um efeito positivo no seu lucro líquido de 2026 de cerca de R$210 milhões decorrente da multa pela rescisão via equivalência patrimonial.
• AZZAS 2154 ON avançou 13,25%, recuperando-se após quatro quedas seguidas, enquanto investidores seguem especulando sobre os desdobramentos da reorganização societária, além de alternativas envolvendo a marca Farm Rio.
(Edição Alberto Alerigi Jr.)
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