Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Ibovespa melhora apoiado em petrolíferas, mas aversão a risco reduz ímpeto

9 mar 2026 - 13h07
Compartilhar
Exibir comentários

O Ibovespa passou para o território positivo nesta ‌segunda-feira, chegando a superar 180 mil pontos no melhor momento, após uma abertura mais negativa pressionada pela aversão a risco global com a guerra no Oriente Médio.

A melhora era sustentada principalmente por petrolíferas, com Petrobras avançando mais de 4% em dia de forte valorização dos preços do petróleo no exterior, mas o arrefecimento na queda de blue chips como Itaú corroborou a reação do índice.

Por volta de 12h50, o Ibovespa, referência do ⁠mercado acionário brasileiro, subia 0,31%, a 179.921,7 pontos, após marcar 177.636,63 na mínima e 180.174,13 na máxima até o ‌momento. O volume financeiro somava R$13,97 bilhões.

De acordo com o responsável pela área de renda variável da Criteria, Thiago Pedroso, a semana começou com os mercados globais reagindo à disparada no petróleo e às incertezas ‌geopolíticas envolvendo o Irã.

Os preços do petróleo Brent subiram para mais ‌de US$119 por barril nesta segunda-feira, atingindo níveis não vistos desde meados de 2022. Neste começo ⁠de tarde, o barril era negociado a US$99,09, com alta de 6,9%.

De pano de fundo para a alta do petróleo está a nomeação de Mojtaba Khamenei como sucessor de seu pai, Ali Khamenei, como líder supremo do Irã, em um sinal de que a linha dura continua firme no comando da república islâmica.

Produtores relevantes também começaram a cortar a produção, entre eles a Saudi Aramco e a Kuweit Petroleum Corporation, enquanto o Estreito ‌de Ormuz, por onde normalmente passa cerca de um quinto do petróleo do mundo, segue praticamente fechado.

"O choque do ‌petróleo muda completamente o pano de ⁠fundo da semana", avaliou Pedroso, ⁠da Criteria, acrescentando que o salto nos preços da commodity volta a colocar inflação no centro da mesa.

"Se o Brent ⁠realmente romper a região de US$100 de forma consistente, o ‌debate sobre política monetária global tende ‌a ficar muito mais complicado nas próximas semanas."

Em Wall Street, o S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, recuava 0,5%.

DESTAQUES

- PETROBRAS PN avançava 5,54%, com endosso do movimento dos preços do petróleo, com outras petrolíferas com ações na B3 acompanhando o movimento. PRIO ON subia 6,33%, BRAVA ENERGIA ⁠ON valorizava-se 1,88% e PETRORECONCAVO ON mostrava elevação de 1,4%.

- VALE ON recuava 0,72%, também revertendo queda mais forte registrada mais cedo, mesmo com a alta dos preços futuros do minério de ferro na China. O contrato mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian subiu 2,28%, a 784,5 iuanes (US$113,44) a tonelada.

- ITAÚ UNIBANCO PN passou a recuar 0,28%, com outros pares no Ibovespa ‌também reduzindo as perdas. BRADESCO PN passou a ceder 0,87%, BANCO DO BRASIL ON agora recuava 0,12% e SANTANDER BRASIL UNIT reduziu o declínio para 0,73%.

- MRV&CO ON caía 6,45%, após reportar resultado do último ⁠trimestre, que mostrou lucro líquido ajustado de R$116 milhões. A construtora também informou que a administração decidiu pela não continuidade da divulgação de projeções para o exercício de 2026.

- ULTRAPAR ON subia 1,4%, tendo no radar ainda reportagem publicada pelo site Brazil Journal, citando fontes, de que a companhia negocia com a Chevron a venda de 30% de participação na rede de postos de combustíveis Ipiranga. No setor, VIBRA ON avançava 2,13%, enquanto RAÍZEN PN caía 5,45%.

- RUMO ON subia 3,17%, tendo de pano de fundo expectativas de que a operação com a Ipiranga possa fornecer caixa para a Ultrapar comprar uma participação na transportadora ferroviária. A Cosan, que detém mais de 20% na Rumo, tem trabalhado em opções para melhorar seu endividamento.

- EMBRAER ON subia 1,76%, abandonando o sinal negativo. O presidente-executivo da fabricante de aviões, Francisco Gomes Neto, afirmou à Reuters que a companhia poderá lançar jatos regionais E175-E1 de uma possível linha de produção na Índia já em 2028, mas o plano depende de encomendas de pelo menos 200 aeronaves.

Reuters Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.
Compartilhar
TAGS
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade