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Ibovespa fecha em queda pressionado por Vale na volta do Carnaval

19 fev 2026 - 13h15
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O Ibovespa fechou em queda nesta quarta-feira, ‌na volta do fim de semana prolongado pelo Carnaval, pressionado pelo forte declínio das ações da Vale, enquanto os papéis da Petrobras avançaram com a alta dos preços do petróleo no mercado externo.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,24%, a 186.016,31 pontos, após subir a 187.656,93 pontos na máxima e marcar 185.000,96 pontos na mínima do dia.

O volume financeiro somou R$70,33 bilhões antes dos ⁠ajustes finais, em pregão marcado pelo vencimento de opções sobre o Ibovespa e de contrato futuro do ‌índice.

Não houve negociação na B3 no começo da semana, com a sessão sendo retomada no começo da tarde desta quarta-feira. Em Nova York, os pregões também fecharam na segunda-feira, mas reabriram na ‌terça-feira, com alguns ADRs brasileiros registrando perdas.

Nesta quarta-feira, em Wall Street, ‌o S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, encerrou com acréscimo de 0,56%.

De ⁠acordo com analistas do Itaú BBA, o Ibovespa segue em tendência de alta e mira os 200.000 pontos.

"O próximo grande objetivo de médio prazo — que pode ser alcançado ainda este ano — está na região dos 250.000 pontos, correspondente ao topo do canal de alta de longo prazo", afirmaram no relatório Diário do Grafista.

Do lado da baixa, eles avaliam que o Ibovespa pode continuar o movimento de realização ‌de lucros. "Neste caso, o índice encontrará suportes em 183.000, 180.000 e 177.500 pontos - patamar que mantém o ‌índice em tendência de alta."

A expectativa ⁠positiva para as ações ⁠brasileiras segue amparada pelo forte fluxo de capital estrangeiro, com o saldo em fevereiro ultrapassando R$8 bilhões até o ⁠dia 12, segundo os dados mais recentes disponíveis no ‌site da B3.

DESTAQUES

- VALE ON caiu ‌3,57%, refletindo em parte ajustes ao movimento de seus ADRs na véspera, quando caíram 4,5% em Nova York. Também no radar está o feriado do Ano Novo Lunar na China, que fechará os mercados naquele país até o próximo dia 23.

- PETROBRAS PN subiu 0,81%, favorecida ⁠pela alta dos preços do petróleo no exterior, onde o barril sob o contrato Brent fechou com elevação de 4,35%. Na terça-feira, os ADRs das PNs da petrolífera brasileira recuaram 0,99%.

- BTG PACTUAL UNIT avançou 1,23%, com analistas do JPMorgan elevando o preço-alvo das units de R$52 para R$61. SANTANDER BRASIL UNIT, que teve o preço elevado de R$35 ‌para R$40, encerrou com elevação de 1,86%.

- BANCO DO BRASIL ON subiu 1,53%, enquanto ITAÚ UNIBANCO PN ganhou 0,46%, tendo de pano de fundo a elevação do preço-alvo por analistas do JPMorgan ⁠de R$46 para R$50. BRADESCO PN caiu 0,29%.

- ASSAÍ ON cedeu 2,63%, tendo de pano de fundo anúncio de plano estratégico do francês Carrefour, que prevê atingir uma participação de mercado de 20% no Brasil até 2030. O UBS BB aumentou o preço-alvo de Assaí de R$9 para R$11,50.

- IRB(RE) ON caiu 3,03%, no segundo pregão seguido, após balanço na noite da última quinta-feira mostrar um lucro líquido um pouco menor do que previam analistas. Na sessão anterior, os papéis fecharam em baixa de 1,36%.

- RAÍZEN PN subiu 6,35%, em sessão de ajustes, após renovar mínimas históricas na última sexta-feira, quando chegou a ser negociada a R$0,60 no pior momento. Após desempenho positivo em janeiro (+27%), o papel já perde 35% em fevereiro.

- KEPLER WEBER ON, que não está no Ibovespa, avançou 7,69%, após nova extensão do prazo de exclusividade para as negociações com a A-AG Holdco (GPT) mirando a potencial combinação das companhias, passando agora para 27 de fevereiro.

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