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Ibovespa fecha acima de 165 mil pontos pela 1ª vez; Vale dispara quase 5%

14 jan 2026 - 18h35
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Após duas quedas seguidas, o Ibovespa avançou quase 2% nesta quarta-feira, renovando máximas históricas, em movimento puxado principalmente por blue chips, com destaque para as ações da Vale, que dispararam cerca de 5%.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,96%, a 165.145,98 ‌pontos, novo recorde de fechamento, tendo marcado 165.146,49 pontos na máxima -- novo topo intradia -- e 161.974,19 pontos na mínima.

O volume financeiro somou R$65,5 bilhões, ‌em pregão também marcado pelo vencimento de opções sobre o Ibovespa.

O Ibovespa titubeou brevemente no final da manhã, em meio a pesquisa eleitoral com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na frente na corrida presidencial e decisão dos EUA de suspender o processamento de vistos de vários países, incluindo o Brasil.

Mas retomou o fôlego rapidamente, renovando máximas. O Ibovespa tocou os 165 mil pontos em dezembro do ano passado, mas ‍nunca tinha fechado em tal patamar.

Perspectivas de queda da Selic, bem como um cenário externo considerado favorável a mercados emergentes, principalmente pelo alívio monetário nos Estados Unidos, estão entre as razões para estrategistas seguirem "overweight" em Brasil.

Os primeiros pregões de 2026 também têm registrado entrada líquida de capital externo para as ações brasileiras, com dados da B3 mostrando um saldo positivo de R$2 bilhões ‌até o dia 12.

A performance da bolsa pauilsta descolou de Wall Street, que costuma ser um referencial ‌relevante. O S&P 500 fechou em baixa de 0,53%, em meio a uma bateria de dados econômicos dos Estados Unidos e resultados de bancos.

DESTAQUES

- VALE ON saltou 4,74%, mesmo em pregão com variação modesta dos futuros do minério de ferro na China, onde o contrato mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian encerrou a sessão do dia com acréscimo de 0,06%. Dados mostraram que as importações de minério de ferro pela China atingiram recorde em dezembro.

- PETROBRAS PN subiu 2,73% e PETROBRAS ON avançou 3,63%, endossadas pela alta do petróleo no exterior, além de otimismo sobre a produção. Analistas do UBS BB cortaram o preço-alvo das PNs da estatal de R$42 para R$40, mas reiteraram compra, citando níveis sólidos de produção e expectativa de que o preço do Brent não caia significativamente.

- ITAÚ UNIBANCO PN valorizou-se 1,1%, após três quedas seguidas, em pregão marcado pelo desempenho positivo dos bancos do Ibovespa. BRADESCO PN ganhou 1,81%, BANCO DO BRASIL ON registrou elevação de 1,42%, SANTANDER BRASIL UNIT subiu 1,46% e BTG PACTUAL UNIT avançou 2,08%.

- AXIA ENERGIA ON subiu 2,95%, também se recuperando após duas quedas seguidas, período em que acumulou um declínio de quase 3,7%. Estrategistas do Itaú BBA colocaram as ações entre as suas preferidas na sua "Buy Brazil List".

- MRV&CO ON caiu 5,34%, revertendo a alta do começo dos negócios, um dia após reportar prévia operacional do quarto trimestre. Analistas elogiaram a performance da unidade MRV Incoroporação, incluindo a geração de caixa ajusta de R$102 milhões, mas ‌pontuaram a necessidade de uma recuperação consistente nessa linha para recuperar a confiança na tese.

- RUMO ON recuou 4,26%, no segundo pregão de queda forte. No começo da semana, analistas do Santander cortaram o preço-alvo dos papéis de R$27 para R$22, reiterando recomendação de compra para as ações, mas afirmando que reconhecem que os desafios enfrentados pelo setor agrícola no Brasil podem evitar um rali de curto prazo dos papéis.

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