Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Ibovespa ensaia melhora com alívio na aversão a risco, mas Oriente Médio ainda preocupa

2 abr 2026 - 12h47
Compartilhar

O Ibovespa afastava-se das mínimas e passava ao ‌território positivo nesta quinta-feira, orbitando os 189 mil pontos, com Wall Street reduzindo as perdas e o petróleo diminuindo a alta, embora a melhora siga frágil diante de receios com o risco de nova escalada no conflito no Oriente Médio.

Por volta de 12h30, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, subia 0,41%, a 188.720,40 pontos, após marcar 185.213,54 na mínima mais cedo. Na máxima até o momento, chegou a 189.250,57 pontos. O volume ⁠financeiro no pregão somava R$10,8 bilhões, com agentes também cautelosos com o feriado na sexta-feira.

A bolsa paulista abriu pressionada ‌pelo discurso da véspera do presidente dos EUA, de que as operações militares contra o Irã serão intensificadas nas próximas duas ou três semanas, o que minou expectativas de um fim rápido na guerra que começou com ‌ataques dos EUA e de Israel contra o Irã em 28 ‌de fevereiro.

"Posso dizer esta noite que estamos nos encaminhando para concluir todos os objetivos militares dos Estados ⁠Unidos em breve, muito em breve", disse Donald Trump. "Vamos atingi-los com muita força nas próximas duas ou três semanas. Vamos levá-los de volta à Idade da Pedra, que é o lugar deles."

Na visão do economista-chefe global da Oxford Economics, Ryan Sweet, Trump sinalizou uma escalada antes de uma eventual desescalada no conflito.

Trump também disse que os EUA não precisam do Estreito de Ormuz - que está praticamente fechado desde o começo do conflito - e desafiou os ‌aliados que dependem do petróleo na região a trabalharem para reabri-lo, o que adicionou preocupações sobre a abertura da ‌via, crucial no transporte do petróleo no ⁠mundo.

A notícia de que o ⁠Irã está elaborando um protocolo com Omã para monitorar o tráfego no Estreito de Ormuz, reportada pela agência de notícias ⁠oficial IRNA, citando o vice-ministro das Relações Exteriores iraniano, Kezem Gharibabadi, ‌porém, trouxe algum alento, apoiando expectativas ‌de abertura de Ormuz.

O Reino Unido disse nesta quinta-feira que cerca de 40 países também estão discutindo uma ação conjunta para reabrir o Ormuz, a fim de impedir que o Irã mantenha "a economia global refém".

No exterior, o barril de petróleo sob o contrato Brent reduziu a alta, embora ainda avançasse 6,04%, ⁠a US$107,28, enquanto o S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, passou a mostrar variação negativa de apenas 0,04%.

DESTAQUES

- PETROBRAS PN avançava 2,05% e PETROBRAS ON subia 2,77%, ainda embaladas pelo salto do preço do petróleo no exterior, que apoiava o sinal positivo em outras companhias do setor na bolsa. PRIO ON valorizava-se 3,45%, tendo ainda no radar dados de produção do primeiro ‌trimestre, enquanto PETRORECONCAVO ON tinha elevação de 1,76% e BRAVA ENERGIA ON mostrava alta de 2,32%.

- ITAÚ UNIBANCO PN mostrava decréscimo de 0,27%, distante do pior momento, quando caiu mais de 3%, com bancos como um ⁠todo reagindo. BRADESCO PN agora recuava 0,69% e BANCO DO BRASIL ON perdia 0,55%, enquanto SANTANDER BRASIL UNIT subia 0,13%. BTG PACTUAL UNIT cedia apenas 0,42%. Analistas do Itaú BBA reiteraram recomendação "outperform" para o BTG e recomendaram aumento de posição nos papéis, além de elevarem o preço-alvo.

- VALE ON subia 0,58%, revertendo as perdas registradas mais cedo quando foi contaminada pelo viés negativo do exterior, além da queda dos futuros do minério de ferro na China, onde o contrato mais negociado em Dalian recuou 1,29%. Também no radar, analistas do Bank of America elevaram a recomendação dos papéis para compra e o preço-alvo para R$100.

- CYRELA ON recuava 2,88%, ainda entre os destaques negativos, mas distante da mínima, quando perdeu quase 6,6%. Analistas do JPMorgan cortaram a recomendação das ações para "neutra" e reduziram o preço-alvo de R$37,50 para R$35,50. O índice do setor imobiliário, que além de construtoras e incorporadoras também inclui papéis de empresas de shopping centers, cedia 1,22%.

Para ver as maiores baixas do Ibovespa, clique em

Para ver as maiores altas do Ibovespa, clique em

(Edição Alberto Alerigi Jr.)

Reuters Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.
Compartilhar
TAGS
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra