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IA chega à vida real e impulsiona inovação em empresas, das pequenas aos unicórnios

Exemplos práticos em diferentes áreas do uso da tecnologia foram tônica das apresentações no primeiro dia do Brazil at Silicon Valley, evento patrocinado pelo 'Estadão' em Sunnyvale

23 abr 2025 - 10h06
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ENVIADA ESPECIAL A SUNNYVALE - Pequenas empresas? Estão usando inteligência artificial (IA) das maneiras mais criativas possíveis. Startups promissoras? Idem, atuem elas em áreas tão distintas quanto beleza, terceiro setor ou indústria pesada. Novos unicórnios? Nem se fala: são o puro suco da IA. O que era uma promessa na primeira edição do Brazil at Silicon Valley (BSV), evento patrocinado pelo Estadão, há sete anos, tornou-se uma realidade que permite à inovação crescimento em progressão geométrica.

"Pela primeira vez, a tecnologia começa realmente a impactar a forma como vivemos de uma forma muito profunda e não necessariamente tecnológica, por mais estranho que isso possa parecer", diz Chris Douvos, fundador do fundo de investimentos em empresas em estágio inicial Ahoy Capital, que falou detalhadamente sobre o tema em um dos painéis do evento. "Estamos automatizando indústrias há muito tempo, mas agora já é algo que já se infiltrou por todos os cantos."

Houve muitos exemplos demonstrados no palco e pelos corredores do centro de eventos do Google, chamado de MP7, em Sunnyvale, no Vale do Silício, onde acontece o evento. Cerca de 700 pessoas ligadas à comunidade empreendedora de tecnologia do Brasil participam do encontro.

Centro de eventos do Google, chamado de MP7, em Sunnyvale, no Vale do Silício, recebe o Brazil at Silicon Valley (BSV)
Centro de eventos do Google, chamado de MP7, em Sunnyvale, no Vale do Silício, recebe o Brazil at Silicon Valley (BSV)
Foto: Pedro Kirilos/Estadão / Estadão

James Manyika, vice-presidente sênior de Pesquisa, Laboratórios, Tecnologia e Sociedade no Google e na Alphabet, afirmou, por exemplo, que pequenas empresas mexicanas têm pedido à IA análises regulatórias de países latino-americanos, para que possam seguir com processos de abertura de mercado e exportações, por exemplo. "Jamais imaginamos isso ao desenvolvermos o Gemini (IA do Google), mas é uma forma de ampliar o acesso à tecnologia e acelerar oportunidades de crescimento que nasce da necessidade do empreendedor", disse.

Igor Martinelli, da Tractian, e Debjit Mukerji, da NGP Capital, durante painel sobre IA usada pela indústria
Igor Martinelli, da Tractian, e Debjit Mukerji, da NGP Capital, durante painel sobre IA usada pela indústria
Foto: Pedro Kirilos/Estadão / Estadão

Igor Martinelli criou a Tractian para ajudar pessoas como o pai, que era técnico de segurança da International Paper e era acordado muitas vezes à noite para manutenções de emergência. Na fase de elaboração do projeto, Martinelli visitou quase 100 indústrias, antes de abrir a empresa em Atlanta. A Tractian usa inteligência artificial para prever a necessidade de manutenção de máquinas, antes que problemas aconteçam. Dois anos depois de captar US$ 15 milhões, que parecia uma quantia gigantesca na época, a Tractian captou recentemente US$ 120 milhões.

Já David Friedberg, fundador da Ohalo Genetics, o primeiro unicórnio do setor climático, vê uma oportunidade de reinvenção industrial com a digitalização do DNA. Sua empresa conseguiu manipular geneticamente plantas para desenvolver variedades mais produtivas e resistentes a mudanças climáticas. Essa seleção, que até então era feita com cruzamento de espécies e na tentativa e erro, passou a acontecer com a ação em determinados genes que a IA consegue identificar e aumentar a velocidade da resposta.

"A IA pode prever e mudar um código genético para fazer algo que queremos", diz ele. "Uma pesquisa que levaria anos agora é feita em pouquíssimo tempo e de maneira mais assertiva." Na prática, isso significa aumento de produtividade e redução da necessidade de área plantada. "O bom é que isso está acontecendo em todo o mundo", diz ele.

Estadão
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