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HSBC vende carteira de empréstimos na Austrália no valor de US$25 bi para Blackstone

31 jul 2026 - 08h43
(atualizado às 09h18)
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O HSBC está vendendo sua carteira australiana ‌de empréstimos imobiliários e pessoais, no valor de US$25,30 bilhões, para a gestora global de ativos Blackstone , na maior transação de carteira de empréstimos imobiliários já realizada no mundo.

O negócio, anunciado pelas duas empresas nesta sexta-feira, é a ⁠mais recente medida na reestruturação do banco liderada pelo presidente-executivo ‌do HSBC, Georges Elhedery. O CEO reduziu o quadro de gestão, cortou custos e se desfez de operações ‌não essenciais desde que assumiu o ‌cargo em setembro de 2024.

A venda da carteira australiana ⁠deve ser concluída no primeiro semestre de 2027, sujeita a aprovações regulatórias. A Blackstone afirmou que o negócio foi a maior venda de uma carteira de empréstimos imobiliários já realizada.

A empresa informou que a carteira será mantida nos ‌fundos Blackstone Credit and Insurance, Tactical Opportunities e Real Estate ‌Debt Strategies.

AÇÕES DO HSBC ⁠ATINGEM MÁXIMO ⁠HISTÓRICO EM HONG KONG E LONDRES

O HSBC é apenas um participante ⁠secundário no mercado hipotecário ‌australiano, avaliado em 2,5 ‌trilhões de dólares australianos, que é dominado pelos "Quatro Grandes" bancos do país. O banco não opera uma grande rede de agências de varejo.

A Blackstone informou que a ⁠carteira de empréstimos será administrada pela Pepper Money , uma instituição financeira não bancária que opera na Austrália. As ações da Pepper subiram até 6% na sexta-feira, mas o título acumulou queda de quase ‌20% neste ano.

As ações do HSBC em Hong Kong subiram 2,4% na sexta-feira, atingindo uma alta histórica de HK$168,5 (US$21,49), ⁠superando o Índice Hang Seng , que se manteve praticamente estável. As ações em Londres subiam 0,9%, atingindo um recorde de 1.601 pence (US$21,54) na primeira hora de negociação.

O HSBC informou que espera que a venda resulte em um prejuízo inferior a US$100 milhões até o primeiro semestre de 2027 e que incorrerá em cerca de US$300 milhões em custos de reestruturação relacionados ao encerramento das operações de varejo.

O banco também espera reconhecer cerca de US$300 milhões em perdas de conversão cambial, sem impacto sobre seu índice CET1.

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