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Hotel Rosewood enfrenta briga de sócios na Justiça por direitos autorais e acusação de espionagem

Empreendimento de luxo na Cidade Matarazzo é alvo de disputa entre sócio francês e empresa chinesa; procuradas, as defesas do grupo francês e da BM Empreendimentos não se manifestaram

9 abr 2025 - 22h43
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O empresário francês Alexandre Allard acusa seus sócios chineses de espionagem e usurpação de direitos autorais de elementos artísticos e arquitetônicos do hotel de luxo Rosewood, localizado na região central da capital paulista. O caso foi parar na Justiça e a juíza Laura de Mattos Almeida, da 29ª Vara Cível de São Paulo, autorizou uma perícia no prédio. Segundo a defesa de Allard, os sócios também tentaram diluir sua participação no empreendimento.

Hotel Rosewood São Paulo
Hotel Rosewood São Paulo
Foto: World's 50 Best Hotels/Divulgação / Estadão

O hotel Rosewood, inaugurado em 2022, é controlado pela BM Empreendimentos, que é composta por Allard e a holding chinesa Chow Tai Fook Enterprises Limited (CTF).

Allard alega que elementos arquitetônicos do projeto foram concebidos por ele antes da entrada da CTF no negócio. Uma perícia no hotel foi autorizada pela Justiça, sob pedido do empresário, que temia mudanças no local durante a tramitação do processo. Allard diz ser o detentor dos direitos autorais do projeto arquitetônico que mudou o local.

"Nesse particular, o Requerente (Allard) foi um visionário que, com seu olhar inovador, criativo e inventivo, enxergou a oportunidade de enaltecer a cultura e a criatividade brasileiras, por meio da utilização de componentes e elementos originários exclusivamente do País, sempre conciliando com práticas ambientais responsáveis e sustentáveis", de acordo com a defesa do empresário.

No documento, ao qual o Estadão teve acesso, o empresário francês também acusa uma diretora da BM Empreendimentos de ter entrado no notebook de sua advogada e extraído informações e documentos por meio de um pen-drive.

Os dados eram referentes a uma negociação de debêntures, ligadas à participação acionária no empreendimento. Com isso, a acusação de Allard é de que os sócios chineses tentaram diluir sua participação no hotel.

Sem Allard no projeto, a CTF poderia replicá-lo em outros locais e obter lucros com isso.

Em 2010, Allard adquiriu o antigo Hospital Matarazzo e criou no local o que chama de Cidade Matarazzo, onde fica o hotel Rosewood. A CTF passou a fazer parte do negócio, para viabilizar a execução financeira do projeto, a partir de 26 de novembro de 2013, de acordo com o processo.

O Chow Tai Fook, dono da CTF, é um dos maiores conglomerados de Hong Kong. O grupo tem negócios nos mercados de joalheria, cassinos, hotelaria, desenvolvimento imobiliário, telecomunicações e energia, além de ser dono da marca Rosewood de hotéis.

O documento informa ainda que a CTF é a maior cotista do fundo de investimento BM 888, o que lhe permite decidir a maioria dos assuntos relevantes relacionados ao Rosewood - Cidade Matarazzo.

O advogado do Grupo francês, Leandro Chiarottino, sócio do escritório Chiarottino e Nicoletti Advogados, disse que não se manifestaria porque a ação está em juízo e parcialmente submetida ao segredo de Justiça. Também defende o Grupo Allard o advogado Modesto Carvalhosa, de MKR Advogados.

A defesa da BM Empreendimentos também decidiu não se pronunciar sobre o caso.

Estadão
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