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Haddad volta a se reunir nesta sexta com setor financeiro, após queixa de vazamento

Ministro reclamou na semana passada de 'informações falsas' divulgadas após encontro; nova reunião terá a presença de presidentes de grandes bancos e da Febraban

13 jun 2024 - 20h13
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BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, voltará a receber representantes do setor financeiro nesta sexta-feira, 14, em São Paulo. O encontro acontece após um vazamento de informações na semana passada piorar o humor do mercado. Haddad reclamou publicamente de que "informações falsas" haviam sido divulgadas logo após a reunião com gestores financeiros, entre eles o CEO do Santander Brasil, Mario Leão, que estará de novo com o ministro nesta sexta.

Diferentemente da última semana, mais representantes de grandes instituições estarão presentes no encontro. Além de Leão, é esperada a presença do presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney; o presidente do conselho da Febraban, Luiz Trabuco; o presidente do Conselho de Administração do BTG Pactual, André Esteves; o CEO do Itaú, Milton Maluhy, e o CEO do Bradesco, Marcelo Noronha.

O Estadão/Broadcast apurou que foi Haddad quem chamou os banqueiros para o encontro, que vai acontecer às 9h30 na sede da Fazenda em São Paulo, com a participação do secretário-executivo da pasta, Dario Durigan, para tratar da "conjuntura econômica".

Na semana passada, o encontro foi muito mais numeroso. Além do Santander, participaram representantes de gestoras de fundos. Na lista estavam Barclays, Macquaire no Brasil, SPX Capital, Absolute Investimentos, Itaú Asset, Fourth Sail Capital, Apex Capital, Navi Capital, Bradesco Asset, Santander Asset, Compass Capital, Ibiuna Investimentos, Verde Asset e RPS Capital.

Naquele dia, após uma reação negativa registrada no mercado, Haddad quis falar com a imprensa para reclamar do vazamento de "informações falsas", garantindo que, no encontro, havia dito que está disposto a contingenciar gastos. A informação divulgada, segundo o ministro, foi a de que os limites do arcabouço fiscal poderiam ser mudados. "Não teve nada no sentido de que o arcabouço poderia ser mudado, foi exatamente o contrário do que eu falei", disse.

O episódio ocorreu num momento de maior fragilidade da Fazenda, que estava sendo criticada pela medida provisória de restrição de créditos de PIS/Cofins, que teve sua parte principal devolvida pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), nesta semana. Na quarta-feira, 12, o dólar encerrou a sessão em alta firme, acima de R$ 5,40. A moeda passou a ceder nesta quinta durante a entrevista à imprensa de Haddad e da ministra do Planejamento, Simone Tebet, que garantiram intensificar a agenda de revisão de gastos.

Estadão
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