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Guerras impõem custos econômicos profundos e prolongados aos países, segundo pesquisa do FMI

8 abr 2026 - 10h52
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Guerras causam perdas ‌econômicas grandes e persistentes nos países onde há combates, com a produção caindo cerca de 7% em cinco anos em média e cicatrizes econômicas que duram mais de uma década, afirmou o Fundo Monetário Internacional em pesquisa divulgada nesta quarta-feira.

O FMI examinou o ⁠custo dos conflitos ativos - agora nos níveis mais altos desde o ‌final da Segunda Guerra Mundial - e as consequências macroeconômicas de aumentos acentuados nos gastos militares em dois capítulos de seu ‌próximo relatório Perspectiva Mundial. O relatório completo ‌será divulgado na próxima terça-feira.

Os capítulos não abordam a ⁠guerra no Oriente Médio ou o cessar-fogo de duas semanas anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na noite de terça-feira, mas oferecem uma visão abrangente das economias em tempos de guerra desde 1946 e dados sobre os gastos com armas ‌de 164 países.

Em 2024, o ano mais recente para o qual ‌há dados disponíveis, mais ⁠de 35 países ⁠passaram por conflitos em seus territórios e cerca de 45% da população ⁠mundial vivia em países afetados ‌por conflitos.

"Além de seu ‌devastador custo humano, guerras impõem custos econômicos grandes e duradouros e representam difíceis compensações macroeconômicas, especialmente para os países onde há combates", disse o FMI em um blog divulgado na ⁠mesma época.

Países envolvidos em conflitos externos podem evitar a destruição física em seu próprio solo e grandes perdas econômicas, mas os países vizinhos ou os principais parceiros comerciais sentirão o choque, disse o FMI.

"Perdas de produção ‌decorrentes de conflitos persistem mesmo depois de uma década e normalmente excedem aquelas associadas a crises financeiras ou desastres naturais graves", ⁠disse o capítulo do FMI.

O FMI deve cortar sua previsão de crescimento global e aumentar as projeções de inflação como resultado da guerra do Irã, disse a diretora-gerente Kristalina Georgieva à Reuters na segunda-feira.

Na terça-feira, o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga, disse que a guerra resultará em algum grau de crescimento mais lento e inflação mais alta, independentemente da rapidez com que termine.

O FMI disse que conflitos contribuem para a depreciação sustentada da taxa de câmbio, perdas de reservas e aumento da inflação, uma vez que o aumento dos desequilíbrios externos ampliou o estresse macroeconômico.

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