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Guerra no Irã pode provocar estresse financeiro sistêmico, alerta vice-presidente do BCE

26 mar 2026 - 09h33
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Os bancos da zona do ‌euro têm exposição direta limitada à guerra no Oriente Médio, mas o conflito ainda pode gerar estresse sistêmico devido às vulnerabilidades interconectadas, disse o vice-presidente do Banco Central Europeu, Luis de Guindos, nesta ⁠quinta-feira.

Nas últimas semanas, os mercados financeiros sofreram estresse ‌devido ao impacto da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, mas ‌a liquidação fora do Oriente ‌Médio foi limitada, mesmo com alguns ativos ⁠permanecendo supervalorizados.

"Até o momento, as repercussões no setor financeiro da zona do euro permaneceram contidas", disse de Guindos em um discurso. "As exposições diretas dos bancos à região são limitadas, e o sistema bancário ‌está bem posicionado, com forte lucratividade e robustos amortecedores ‌de capital e ⁠liquidez."

Ainda assim, ⁠há um risco mais amplo, dadas as interconexões no sistema ⁠financeiro, disse de ‌Guindos, cujas funções no ‌BCE incluem o monitoramento da estabilidade financeira.

"Em meio a uma incerteza global já elevada, esse conflito poderia desencadear o desdobramento de vulnerabilidades interconectadas ⁠e causar estresse sistêmico", disse ele.

O conflito ameaça afetar o sentimento do mercado em um momento em que as avaliações de ativos estão elevadas, podendo levar a ‌uma forte reprecificação do risco para tomadores de empréstimos e soberanos alavancados, ao mesmo tempo em ⁠que amplia o estresse no setor financeiro não bancário, disse ele.

Com relação ao mandato fundamental do BCE de garantir uma inflação baixa, de Guindos repetiu o alerta do banco de que a inflação pode aumentar e o crescimento desacelerar devido ao conflito, mas argumentou que é necessário mais tempo para entender o impacto total.

"Estamos inabaláveis em nosso compromisso de garantir que a inflação se estabilize em nossa meta de 2% no médio prazo", disse ele.

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