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Guedes quer enviar reforma administrativa até a próxima semana

Ministro da Economia diz que houve um "mal entendido" e que Bolsonaro vai apoiar a sua proposta

19 nov 2019
15h53
atualizado às 16h49
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O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta terça-feira, 19, ao Estadão que deverá enviar a reforma administrativa ao Congresso ainda em novembro.

Guedes participa de entrevista em Brasília 5/11/2019 REUTERS/Adriano Machado
Guedes participa de entrevista em Brasília 5/11/2019 REUTERS/Adriano Machado
Foto: Reuters

"Não sei se vamos conseguir, mas queremos mandar ainda nesta semana ou na próxima", afirmou. "O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, fica nos cobrando o tempo todo, 'Quando é que vocês vão enviar a reforma administrativa?, quando é que vocês vão enviar a reforma administrativa?', e a gente quer encaminhar isso o mais rápido possível."

Sobre sua afirmação de que a reforma administrativa não seria encaminhada "tão cedo" ao Legislativo, feita durante uma entrevista coletiva realizada na segunda-feira em Brasília, da qual participava também o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, Guedes disse que houve "um mal entendido".

"A gente estava falando com os jornalistas sobre a liberação de verbas do Orçamento e depois de um tempo pediu licença para sair, porque tinha de ir para outra reunião", afirmou. "Aí alguém perguntou se a gente iria tratar da reforma administrativa e o Onyx respondeu que sim. Logo em seguida, outro jornalista perguntou se a reforma administrativa seria enviada para o Congresso hoje ou amanhã e eu falei que não seria 'tão cedo'. O pessoal entendeu que isso significava que a reforma ficaria para o ano que vem, mas não foi isso que eu quis dizer. Quando eu disse que não seria enviada tão cedo ao Congresso estava me referindo a hoje ou amanhã."

Segundo o ministro, apesar de o presidente Jair Bolsonaro ter declarado que a reforma administrativa será "a mais suave possível", ele acabará apoiando sua proposta. "Acho que vai apoiar. Ele sempre apoia", afirmou. "Foi assim também com o pacto federativo e a Previdência."

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Estadão
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