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Governo tomará medidas para reverter decisão da União Europeia de proibir compra de carnes do Brasil

UE publicou atualização da lista de países autorizados a exportar animais e produtos de origem animal para o bloco, excluindo o Brasil a partir de setembro; governo disse que 'recebeu com surpresa' a notícia

12 mai 2026 - 16h58
(atualizado às 17h01)
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BRASÍLIA - O governo brasileiro buscará reverter a decisão da União Europeia de excluir o País da lista de exportadores de proteínas animais e derivados por uso de antimicrobianos - como antibióticos -, informaram o Ministério da Agricultura, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) e o Ministério das Relações Exteriores, em nota conjunta.

"O governo do Brasil tomará prontamente todas as medidas necessárias para reverter essa decisão, voltar à lista de países autorizados, e garantir o fluxo de vendas desses produtos para o mercado europeu, para o qual exporta há 40 anos", disseram as pastas na nota.

Governo tomará medidas para reverter decisão da União Europeia de proibir compra de carnes do Brasil
Governo tomará medidas para reverter decisão da União Europeia de proibir compra de carnes do Brasil
Foto: Clayton de Souza/Estadão / Estadão

A União Europeia (UE) publicou nesta terça-feira uma atualização da lista de países autorizados a exportar animais e produtos de origem animal para o bloco, excluindo o Brasil do grupo de nações que cumprem as exigências contra o uso de antimicrobianos na pecuária.

A medida, validada pelos Estados membros, estabelece quais países poderão continuar acessando o mercado europeu a partir de 3 de setembro de 2026, com base no Regulamento (UE) 2019/6. O Brasil precisará fornecer garantias sobre a não utilização dessas substâncias para fins de crescimento ou rendimento, segundo a decisão sanitária europeia.

O governo brasileiro afirmou ainda que "recebeu com surpresa" a notícia da retirada do País da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal destinados ao consumo humano para a União Europeia.

"A decisão decorre do resultado da votação realizada hoje no âmbito do Comitê Permanente para Plantas, Animais, Alimentos e Ração da Comissão Europeia, que aprovou uma atualização dessa listagem. Vale ressaltar que, no momento, as exportações brasileiras de produtos de origem animal seguem normalmente", explicaram os ministérios.

O governo disse ainda que o chefe da Delegação do Brasil junto à União Europeia tem reunião agendada para amanhã (13) com as autoridades sanitárias do bloco para buscar explicações sobre a decisão.

"Detentor de um sistema sanitário robusto e de qualidade internacional reconhecida, o Brasil é o maior exportador do mundo de proteínas de origem animal e o principal fornecedor de produtos agrícolas ao mercado europeu", concluíram as pastas na nota conjunta.

Estadão
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