CSN recebe ofertas para venda de cimenteira, dizem fontes
A CSN recebeu ofertas não-vinculantes para a venda de sua divisão de cimento na sexta-feira passada, informaram duas fontes familiarizadas com o assunto nesta semana.
A venda da segunda maior fabricante de cimento do Brasil é parte de uma estratégia mais ampla da CSN para reduzir a dívida. O grupo nomeou o Morgan Stanley como seu consultor financeiro para o processo de venda.
A venda do controle da CSN Cimentos pode render mais de R$10 bilhões, informou a Reuters em abril.
Entre os interessados no processo, segundo informações da Reuters publicadas em abril, estavam grupos locais e internacionais, incluindo Votorantim e J&F; e as companhias chinesas Anhui Conch Cement, Sinoma e Huaxin Cement.
Representantes de CSN, Votorantim, J&F e Morgan Stanley não quiseram comentar. Conch, Sinoma e Huaxin não se manifestaram.
De acordo com as fontes, Votorantim e Conch estavam planejando fazer ofertas, embora as fontes não tenham confirmado se isso aconteceu na sexta-feira, prazo definido pela CSN para receber propostas.
Uma quarta fonte disse à Reuters que a Huaxin, que adquiriu uma empresa brasileira de insumos para construção em 2024, ainda está ativa no processo.
Uma quinta fonte disse que a J&F não planejava apresentar uma proposta na sexta-feira. Uma das fontes familiarizadas com a apresentação de ofertas disse que o interesse do grupo diminuiu depois que a CSN rejeitou uma oferta antecipada da J&F.
O diretor financeiro da CSN, Marco Rabello, disse à Reuters no mês passado que a fase vinculante começaria logo após o recebimento das propostas não vinculantes e definição das empresas que iriam para a próxima etapa.
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