Governo Lula seguirá desacelerando despesa obrigatória e vai assegura queda de juros em próximo mandato, diz Moretti
O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, afirmou que o governo Lula continuará contendo despesas obrigatórias para viabilizar a queda dos juros em um eventual próximo mandato. Ele garantiu que não haverá desindexação dos benefícios sociais e aposentadorias do salário mínimo. A estratégia fiscal foca em gatilhos já aprovados pelo Congresso, limites para gastos com pessoal e, se necessário, novos projetos legislativos para consolidar as contas públicas até o Orçamento de 2027.
O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, disse nesta sexta-feira que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva seguirá adotando medidas para desacelerar as despesas orçamentárias obrigatórias e que a consolidação fiscal será determinante para assegurar a redução dos juros em um eventual próximo mandato.
Moretti confirmou, contudo, que o governo não discute desindexar benefícios sociais e aposentadorias do INSS do salário mínimo, conforme já afirmado pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e pelo próprio Lula.
O ministro apontou que os gatilhos para a contenção da alta de gastos obrigatórios não previstos na Constituição, que foram aprovados recentemente pelo Congresso, e medida anterior que limita a alta das despesas com pessoal seguirão fazendo efeito à frente e, se necessário, outras medidas legislativas serão encaminhadas para assegurar a desaceleração das despesas.
"É importante que a gente reconheça que há uma dimensão fiscal na questão dos juros", disse Moretti em entrevista ao SBT News.
"A redução do juro vai ser o grande legado desse próximo mandato e isso sem sombra de dúvida passa por esse sinal fiscal que nós já estamos dando no Orçamento de 2027 e vamos intensificar ao longo dos anos", acrescentou.
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.