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Governo anuncia subvenção à gasolina e extensão de benefício ao diesel

13 mai 2026 - 14h33
(atualizado às 17h37)
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O governo ‌federal anunciou nesta quarta-feira uma subvenção à gasolina com o objetivo de minimizar efeitos de uma possível alta de preço do combustível pela Petrobras, além de prever a possibilidade de estender benefício para o diesel.

Uma medida provisória estabelecerá limite de até R$0,89 em subvenção por litro de gasolina, valor equivalente à média de tributos federais incidentes sobre o combustível, informou o ministro do ⁠Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.

Ele enfatizou que a subvenção efetiva será definida em um ato infralegal do ‌governo, que deve prever inicialmente uma subvenção parcial à gasolina, de R$0,40 a R$0,45 por litro. O patamar ainda será definido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o benefício ‌terá validade de dois meses, podendo ser reavaliado.

A informação sobre ‌a subvenção foi adiantada pela Reuters mais cedo nesta quarta-feira.

Em outra frente, quando subvenção ⁠de R$0,35 por litro já em vigor para o diesel perder a validade, no fim de maio, a MP vai prever que o benefício poderá ser estendido, disse o ministro em entrevista coletiva.

Moretti informou que as novas medidas para os dois combustíveis terão custo de cerca de R$3 bilhões por mês --até R$1,2 bilhão para a gasolina e R$1,7 bilhão para o diesel.

"Nós temos receita ‌extraordinária, resultante desse mesmo choque de preço (do petróleo), suficiente para manter a neutralidade fiscal dessas medidas", disse, ‌mencionando "absoluta confiança" sobre o cumprimento das ⁠metas fiscais pelo governo.

Na ⁠próxima semana, a equipe econômica apresenta sua reavaliação bimestral das contas federais, mirando neste ano uma meta fiscal ⁠de superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB).

Na coletiva, ‌o secretário-executivo do Ministério da ‌Fazenda, Rogério Ceron, afirmou que o governo poderá fazer "algum tipo de contingenciamento" de despesas se perceber algum desenquadramento do alvo.

Embora impacte a meta fiscal, a despesa com a nova subvenção será feita por meio de crédito extraordinário, que não é contabilizado no limite de despesas ⁠do governo.

Ao agendar o anúncio, o Palácio do Planalto informou que as novas ações seriam focadas em um "enfrentamento aos efeitos da guerra no Oriente Médio sobre o setor de combustíveis no Brasil".

Na terça-feira, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, disse que a companhia avaliava aumentar o preço da gasolina vendida a distribuidoras "já, já", mas buscava ter ‌certeza de que iria defender sua participação de mercado, considerando a concorrência com o etanol.

Em abril, o governo apresentou um projeto de lei complementar que permitiria transformar ganhos extraordinários de arrecadação ⁠provenientes da alta do preço do petróleo em cortes de tributos sobre combustíveis.

Na ocasião, autoridades do governo afirmaram que a medida seria usada para viabilizar possíveis cortes de tributos sobre a gasolina e o etanol. O projeto, no entanto, segue em tramitação no Congresso Nacional, sem previsão de votação.

Moretti afirmou na coletiva que o governo optou pela MP para dar celeridade ao processo, embora o governo avalie que a implementação de um corte direto de tributo seria mais rápido do que a aplicação da subvenção.

"Nós adotamos esse caminho frente a essas incertezas sobre os tempos da aprovação (pelo Congresso) para que a gente tenha em mãos os instrumentos de acomodação desse choque", disse.

Medidas provisórias têm efeito imediato, mesmo que dependam de votação posterior pelo Congresso, e podem ser editadas em situações de relevância e urgência.

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